segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio de 2017


Serão 40 as localidades do país onde decorrerão as comemorações do 1.º de Maio da CGTP e que englobarão iniciativas diversas de natureza festiva e de protesto em defesa da "valorização do trabalho e dos trabalhadores". A central sindical afirma, neste 1.º de Maio, que a luta dos trabalhadores contribuiu para a derrota e o afastamento do governo PSD/CDS, para o aumento do Salário Mínimo Nacional, a recuperação dos quatro feriados,  a reposição de salários e das 35 horas semanais na administração pública.

Note-se que há 131 anos foi precisamente a luta pela redução da jornada de trabalho, violentamente reprimida pelas autoridades norte-americanas,  em Chicago, a razão histórica para a comemoração do 1.º de Maio.

Chicago, 1 de Maio de 1886

Nesta data não se evocam os mártires desta luta apenas. Evocam-se todos os homens e mulheres que nos 131 anos seguintes lutaram por melhores condições de trabalho, por um salário digno, pelo direito ao trabalho com direitos.

Em 2015 os trabalhadores portugueses viam serem-lhes retirados mais e mais direitos. Era inevitável - dizia-se.

Em 2016, no 1.º de Maio, quase seis meses depois do governo PS iniciar funções com o apoio parlamentar das forças de esquerda, a porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, declarou à comunicação social que "este é o primeiro ano em que houve algumas conquistas para quem vive do seu trabalho". 

Afinal o inevitável até era evitável...

Desde logo, a inversão de políticas permitiram  o aumento do Salário Mínimo Nacional e o fim dos cortes inconstitucionais nos salários dos funcionários.

Mas, para o Bloco de Esquerda, é preciso ir mais longe. Há que lembrar tantos trabalhadores e tantas trabalhadoras sem emprego, tantos e tantas a trabalhar com falsos recibos verdes, falsos trabalhos temporários, falsas bolsas, falsos estágios. Tantos abusos, tantos contratos a prazo. Tanta e tanta precariedade que, hoje, a precariedade é a regra do trabalho e quem está precário é quem tem medo no local de trabalho.

Por isso, este continua a ser um dia de luta e reivindicação, porque só com a luta se alcança a mudança.

Queremos Mais!

Queremos "Destroikar" as relações laborais, seja a retirar do código do trabalho as sementes que minam os direitos dos trabalhadores, seja a dotar a lei de mecanismos que melhorem essa relação em favor dos trabalhadores.

É com este propósito, que o Bloco de Esquerda, propôs o Projeto de Lei n.º 496 com alterações ao regime Jurídico-Laboral e alargamento da proteção social do trabalho por turnos e noturno.

Filipe M Santos
Esta não é a única ação interventiva do Bloco de Esquerda no campo do trabalho, porém porque está arrumado num dossier de fácil leitura, pode ser consultado aqui: "Trabalho por turnos: Vidas em contraluz . Este documento, além do próprio Projeto de Lei, possui artigos complementares que de certa forma explicam a necessidade de melhorar as condições destes trabalhadores. "Trabalho por turnos: E agora?" da autoria de Filipe M Santos, é o contributo dado por este aderente do BE do núcleo de Almodôvar, que fazendo uso da sua experiência de trabalho, escreve sobre esta forma de organização do tempo de trabalho.

É preciso intensificar a luta em cada local de trabalho, empresa e setor, desenvolver a ação reivindicativa, na defesa dos interesses da classe dos trabalhadores. De todos os trabalhadores.

A melhor forma de defender os direitos é exercendo-os. o Dia Internacional dos Trabalhadores é um excelente dia para dar corpo e voz ao direito à manifestação e à liberdade de expressão.


Viva o 1.º de Maio!

Vivam os trabalhadores!