segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Nota Informativa JAN/2015-01

“Legionella – A Saga Continua.”



É com elevada gravidade que o núcleo almodovarense do Bloco de Esquerda toma conhecimento do Edital n.º 5 de 16 de Janeiro de 2015, comunicado camarário que informa sobre a presença da bactéria Legionella na água da rede municipal de abastecimento.

Passados cerca de 4 meses do episódio de Setembro de 2014, seria de esperar que o executivo liderado pelo socialista António Bota, viesse agora dirigir-se à população, com uma informação exatamente oposta à publicada neste Edital, ou seja, no sentido de que as bactérias Legionella tivessem sido erradicadas dos sistemas de abastecimento de água.

Após a atenta leitura do comunicado afixado nos locais públicos usuais, o BE-Almodôvar mantém as críticas que motivaram a sua anterior Nota Informativa – Setembro/2014-04 titulada “Bactérias na Água de Rede?”, relativamente aos seguinte pontos:

  1. Sobre que medidas estão a ser tomadas por parte dos serviços camarários.
  2. Pela falta de informação sobre quem tomará a seu cargo os custos da utilização da água conforme preconizada nos procedimentos descritos.
  3. Pela fraca divulgação do edital que não chegou a todos os munícipes.

Entre Setembro de 2014 e a presente data, é de conhecimento público a existência de vários focos de contaminação desde, em locais geograficamente mais perto, como na Mina de Neves-Corvo a outros, mais afastados, como Sines ou em Vila Franca de Xira, este último com o registo de vários mortos. Inclusive, foi do conhecimento do BE-Almodôvar que, alegadamente, um de nossos cocidadãos foi internado devido a ter desenvolvido a doença do legionário em resultado do episódio de Setembro, e quase engrossou a lista nacional de fatalidades por essa doença.

Assim, é imperativo uma resposta cabal às questões:

  • Já que se reforçou a monitorização da qualidade bioquímica da água, não é já tempo de uma maior acuidade no controlo do abastecimento da rede?
  • A cada novo teste positivo vão os serviços duplicar a dose de desinfetante até que só haja “lixívia” a correr nas torneiras dos munícipes?
  • Até quando vão os munícipes pagar o preço de água com qualidade e segurança quando esta não as tem?
  • Estão os centros de saúde e hospitais de Almodôvar, Castro Verde e Beja preparados para dar resposta aos eventuais casos de “legionella” que apareçam?
  • Porque é que a Legionella só “aparece” ao fim de semana?
Muitas das críticas e questões que o BE-Almodôvar aqui deixa vão muito para além da própria situação de contaminação das águas, e abarca todo um percurso que sucessivos governos PS/PSD/CDS, fizeram no sentido da Austeridade, da troika, e toda a forma de subserviência ao grande capital.

É exemplo disso a privatização desse bem que deveria ser público e de qualidade: a Água!

E também a privatização do Serviço Nacional de Saúde…

Com que resultados? Estão à vista:

   – Água de qualidade biológica duvidosa para usar.
   – e a incerteza de Serviços de Saúde capazes de uma eventual resposta eficaz.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Nota Informativa SET/2014-04

Bactérias na Água de Rede?




O núcleo concelhio do Bloco de Esquerda em Almodôvar, atento ao recente edital publicado pela Câmara Municipal de Almodôvar em 26 de Setembro, com o n.º 182/2014, sobre a “QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUÍDA NA VILA DE ALMODÔVAR”, acusa o executivo camarário presidido pelo Sr. António Bota de leviandade no tratamento da questão quanto à segurança dos cidadãos.

Assim, o BE-Almodôvar, entende que o referido edital peca pela falta de informação clara e concisa de modo que os Almodovarenses tenham uma ideia clara das consequências que a bactéria pode causar na saúde dos munícipes. Para o BE-Almodôvar ficam por esclarecer:

1 - Qual a bactéria que contamina a rede pública.

2 - Quais os sintomas que esta provoca.

3 - Quais as consequências na saúde individual.

Ficam também por esclarecer, desde quando esta se encontra na rede pública, e até quando irá permanecer.

O teor do edital, remete para os utilizadores um conjunto de ações a tomar para evitar o contágio. Porém, não é claro sobre que medidas estão a ser tomadas por parte dos serviços camarários. Também não dá informação alguma sobre quem tomará a seu cargo os custos da utilização conforme preconizada nos procedimentos nele descritos.

O BE-Almodôvar entende que a divulgação do edital não chegou a todos o munícipes, pelo que sugere uma sessão pública de esclarecimento, ampla e abrangente, de modo a evitar o pânico.



O BE-Almodôvar, em virtude do acima exposto, considera que é importante uma resposta imediata às questões que permanecem por esclarecer, bem como a implementação eficaz de medidas de contenção e eliminação da bactéria antes de esta ser propagada na rede pública.

Almodôvar, 29 de Setembro de 2014