Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunal Constitucional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunal Constitucional. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Cristina Ferreira - Crónicas IV (11JUN2021)

 



ACÓRDÃO MOSTRA DIVISÃO ENTRE JUÍZES DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL – QUE LEGISLAÇÃO LABORAL DEVE SER ELIMINADA E PORQUÊ?

 

Em conferência de imprensa, e reagindo ao acórdão do Tribunal Constitucional, Catarina Martins considera que este é o momento para o Parlamento eliminar o alargamento do período experimental, terminar com o alargamento dos contratos de muito curta duração e acabar com a caducidade unilateral da contratação coletiva.

No dia 7 de junho foi conhecido o acórdão do Tribunal Constitucional referente a um pedido efetuado por deputados e deputadas do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista Português e d’Os Verdes sobre alterações à legislação laboral aprovadas no final da última legislatura.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, ressalvou que o partido está a analisar com “cuidado” este acórdão “complexo” e que “mostra a divisão entre os juízes conselheiros do Tribunal Constitucional, sendo que há vários votos vencidos, praticamente sobre todas as alíneas deste acórdão”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda recordou que, no início da Legislatura de 2015-2019, existiu um grupo de trabalho entre o Bloco, o Governo e o PS sobre medidas para combater a precariedade.

“No entanto, na concertação social, o Governo alterou o que tinha sido acordado com o Bloco de Esquerda e acabou por aprovar com a ajuda do PSD e o patrocínio do Presidente da República alterações à legislação laboral que criaram novas formas de precariedade, nomeadamente o aumento dos contratos de muito curta duração e aumento das situações em que é admissível o período experimental com seis meses”, referiu Catarina Martins.

Até então, "o período experimental só podia durar seis meses no caso de atividades especializadas" sendo de três meses para as atividades não especializadas, recordou Catarina Martins, acrescentando que “com a alteração que foi feita por PS e PSD o período experimental de seis meses generalizou-se para todos os jovens e desempregados de longa duração”.

A coordenadora do Bloco considerou “importante” que o Tribunal Constitucional tenha considerado inconstitucional alargar o período experimental de três para seis meses no caso de jovens que já tenham tido um contrato prévio a termo de pelo menos noventa dias. 

“Lembro que, no início da pandemia, há cerca de uma ano, milhares de pessoas perderam o seu emprego quando estavam em situação de período experimental” e, como tal, não tiveram acesso a apoios sociais, afirmou Catarina Martins, acrescentando que “esta decisão do Tribunal Constitucional é muito importante mas vem tarde para os milhares de trabalhadores que se viram no meio da pandemia, sem trabalho, sem indemnização, sem subsídio de desemprego, sem serem considerados sequer para medidas como o lay-off”.

Tendo em conta o acórdão do Tribunal Constitucional agora conhecido, Catarina Martins considera que “há matérias em que é importante o Parlamento avançar, e já”.

"Tendo em conta a decisão do Tribunal Constitucional, que declara inconstitucional uma parte ainda relevante do aumento do período experimental, que remete claramente para a responsabilidade do legislador sobre a caducidade da contratação coletiva e tendo em conta a experiência da dificuldade de apoio aos trabalhadores informais que se multiplicaram com o alargamento dos contratos de muito curta duração, o Bloco de Esquerda considera que este é o momento para o Parlamento avançar já nestas três matérias: eliminar o alargamento do período experimental que foi consagrado no final da legislatura de 2015-2019, por acordo entre PS e PSD; eliminar o alargamento dos contratos de muito curta duração feito também nesse período, e finalmente, acabar com a caducidade unilateral da contratação coletiva que é fundamental para a qualidade do emprego que teremos no período de  recuperação pós-pandemia”, concluiu Catarina Martins. 

Fonte: https://www.esquerda.net/artigo/bloco-avanca-com-propostas-de-alteracao-legislacao-laboral/74874

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 11/06/2021




sábado, 30 de dezembro de 2017

Cristina Ferreira - Crónicas ( VI )








2017 está a acabar, estamos na última semana e, para não variar, mais uma semana recheada de polémicas para "aquecer" a opinião pública.

A nova lei de financiamento dos partidos está na ordem do dia pois no dia 21 de dezembro foram aprovadas alterações a 4 leis: a Lei dos Partidos Políticos, a do Financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, a Lei de organização e funcionamento da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos e a da Organização, funcionamento e processo do Tribunal Constitucional.

Se o Diploma for promulgado pelo Presidente da República haverá Isenção do IVA na totalidade e o fim do teto na angariação de fundos, entre outros.

O IVA foi o mote para a polémica agora instalada, ou melhor a votação do Bloco de Esquerda, visto que esta, à primeira leitura, e porque é o Bloco, suscita uma série de comentários e opiniões.

Sobre a questão da isenção do IVA, por exemplo, o Bloco de Esquerda refere que a votação “foi norteada pela necessidade de convergência” com as recomendações do Tribunal Constitucional e que a mesma “não espelha a posição de fundo do Bloco de Esquerda sobre esta matéria”. O partido defende que “não deveria existir devolução do IVA aos partidos políticos”, dado que esta medida incorpora “uma discriminação entre candidaturas partidárias e candidaturas de grupos de cidadãos eleitores a autarquias locais”.

A linha de luta que o Bloco tem seguido talvez não se devesse cruzar com a convergência, talvez devesse ter seguido a mesma linha de luta do fim da isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis para os partidos.

Fica agora a figura da fiscalização para todos os partidos como contrapartida a este projeto lei.

E já que se fala em fiscalização de referir que o Bloco de Esquerda nas Legislativas de 2009, Europeias 2009 e Legislativas 2011 (ainda não há mais dados finais, desde as eleições autárquicas de 2013, inclusive) as contas não apresentam irregularidades ou ilegalidades, sendo o único partido com assento parlamentar não sujeito ao pagamento de multas.

2018 está a chegar e, por isso, para todos os ouvintes da Rádio Castrense:

    Bom Ano!


29/12/2017

Cristina Ferreira