sexta-feira, 16 de março de 2012

Comunicado à População - Março de 2012

Depois das Urgências do SAP querem fechar Freguesias, o Tribunal… e mais o quê?

Centro de Saúde de Almodôvar
A população de Almodôvar não é cega e vê que já fecharam no Centro de Saúde de Almodôvar – o serviço SAP (Serviço de Atendimento Permanente) ou Urgências.
Fruto das políticas centrais cegas às necessidades locais e às dificuldades do nosso concelho, decidiram que os Almodovarenses teriam de prescindir do seu serviço de urgências, em nome de uma estratégia de combate à crise que os Almodovarenses não criaram.
O Bloco de Esquerda – Almodôvar não vê com bons olhos este encerramento que em nada favorece a nossa população e tem propostas, pois acredita que os Almodovarenses podem e devem ter melhor.

Os Almodovarenses não são distraídos e sabem que se pretende acabar com as Freguesias de Gomes Aires e Senhora da Graça de Padrões.
Resulta, mais uma vez, de uma decisão tomada pelos partidos PS/PSD/CDS-PP que, no papel de profetas da desgraça, assinaram o Memorando da Troika (FMI/BCE/CE) onde está a extinção de Freguesias.
É entendimento do Bloco de Esquerda – Almodôvar que melhor é possível. A população Almodovarense, uma vez mais foi ignorada pela maioria dos seus representantes na Assembleia Municipal que chumbaram a moção apresentada pelo Bloco de Esquerda contra a extinção destes órgãos, com a agravante de os presidentes destas mesmas Juntas de Freguesia se remeterem ao silêncio, através da abstenção, denotando a indiferença relativamente à extinção das “suas” freguesias.
O Bloco de Esquerda defende que, a extinção de Juntas de Freguesia ou quaisquer outros tipos de alterações ao ordenamento do território deve ser alvo de referendo popular – única forma de dar voz aos eleitores.
Os Almodovarenses estão atentos e sabem que pretendem fechar o Tribunal de Almodôvar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Comunicado à População - Setembro de 2004



CHORANDO SOBRE AS CINZAS

O Bloco de Esquerda lamenta a catástrofe que se abateu sobre o concelho de Almodôvar, principalmente sobre as freguesias de São Barnabé e Santa Cruz, e quer deixar bem patente a sua solidariedade com as populações atingidas.

Uma palavra de louvor à abnegação das várias corporações de Bombeiros, em especial à do concelho de Almodôvar que, durante quatro dias, lutou incansavelmente para controlar um inimigo superior às suas forças.

Gostaríamos, no entanto, de realçar que uma calamidade deste género só atingiu estas proporções devido à falta de limpeza das zonas atingidas, ao péssimo estado em que se encontram alguns dos caminhos (o que dificultou o acesso dos bombeiros) e à falta de meios de combate a incêndios.

Sobre estes últimos cabe-nos lamentar que as prioridades dos nossos governantes se tenham dirigido e se continuem a dirigir para a organização do Euro 2004; para a compra de submarinos; ou, como foi há pouco anunciado, para a aquisição de cinco aviões para a Força Aérea.

Para o combate aos incêndios: nada.

O Estado não tem aviões Canadair e meios próprios de combate, ficando dependente da Alemanha, de Espanha ou de Marrocos e pagando a peso de ouro o aluguer de avionetas a firmas privadas que facturam milhões com o negócio dos incêndios.

Mesmo depois dos incêndio que devastou perto de 13 mil hectares no concelho de Almodôvar e um total de 37 mil, incluindo o Algarve, o governo continuou a mostrar uma enorme insensibilidade social, ao recusar a declaração do estado de calamidade pública: isto permitiria que os apoios chegassem de forma rápida às vítimas dos incêndios que, até ver, continuam à espera.

O pior é o argumento usado pelo governo, para quem a declaração de calamidade pública podia agravar a crise do turismo!!! Isto é, este governo assume-se como o defensor dos hoteleiros e até instalou a Secretaria de Estado do Turismo em Faro, mas virou as costas à desgraça das populações da serra algarvia e de Almodôvar… Isto é inaceitável, não pode haver portugueses de primeira e outros de segunda!

Na falta de apoios do Estado, queremos alertar as populações para possíveis e prováveis oportunistas que se poderão aproveitar da desgraça alheia. Neste país há sempre quem encha o saco, deixando os verdadeiros necessitados de saco vazio.

Somos a favor da intervenção do Estado de forma a minorar ou resolver os problemas das populações afectadas. Já não nos parece uma solução válida recorrer à "solidariedade" das pessoas anónimas que têm visto o seu poder de compra baixar estrondosamente nos últimos anos, devido às políticas económicas desastrosas dos nossos politiqueiros rosas e laranjas.


Este recurso à solidariedade é bastante perigoso porque pode trazer atrás de si intenções eleitoralistas da parte de quem os lança, mais uma vez aproveitando-se do mal dos outros.

E 2005 é ano de eleições autárquicas!

Gostaríamos, também, que fosse divulgado publicamente o modo como esse dinheiro vai ser usado; quais os critérios para a sua distribuição.

Lançamos também o repto ao governo para que se comece desde já a planificar a reposição da mancha florestal ardida em moldes que permitam o fácil acesso das viaturas dos bombeiros, privilegiando primeiro aqueles que tudo perderam e que necessitam desse rendimento para o seu sustento. Dever-se-á analisar com critério quer a quantidade quer as espécies de árvores que arderam. Este processo não pode ser feito sem a estreita colaboração e consulta das pessoas atingidas pelo flagelo do fogo.

É que, até agora, estas gentes ainda não viram nada, nem do Estado nem da tal conta de "solidariedade"!!!

Gostaríamos, igualmente, que fosse explicado à população qual foi o papel da Câmara Municipal de Almodôvar, como elemento principal da Protecção Civil municipal, na prevenção de situações desta natureza.

Setembro de 2004 Núcleo de Almodôvar do BE