Mostrar mensagens com a etiqueta Catarina Martins. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catarina Martins. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Ovibeja 2019 - Convite à população




Decorrerá dia 26 de Abril a partir das 18h00 a visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja e que contará com a presença de Catarina Martins - Coordenadora Nacional; e de Marisa Matias - Deputada do BE no Parlamento Europeu e candidata a este órgão para o próximo ciclo legislativo da União Europeia.

Esta visita será marcada pela apresentação do Projeto de Lei do Bloco que condiciona a instalação de monoculturas intensivas e superintensivas (olival e amendoal) e do Projeto de Resolução da AR que decreta uma Moratória até regulação legal da limitação e ordenamento deste tipo de culturas, com base em critérios ambientais de preservação dos solos, águas e biodiversidade, e sem esquecer a proteção da saúde pública.

A aplicação de pesticidas e produtos fitofarmacêuticos, serão também alvo de discussão no parlamento. Até à realização da visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja - Uma feira de referência a nível nacional no setor agroalimentar; dará entrada neste órgao uma proposta de alteração à Lei 26/2013, de 11 de Abril, que regula e restringe o uso destes químicos.

O ponto de encontro será junto à entrada principal do recinto da Ovibeja, a partir das 17h45m, e 

estás convidado a participar nesta ação.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Mensagem do Bloco de Esquerda para 2017


Numa retrospectiva de 2016, fazendo incidir um prisma na vertente da atuação humanitária de Portugal e dos países da Europa, a coordenadora e porta-voz do Bloco de Esquerda alerta para os perigos de se cair no medo e relembra a capacidade que os portugueses tiveram para dizer não e mostrar à Europa que não existem inevitabilidades, mas acima de tudo, Catarina Martins trás os votos para que 2017 seja o ano de vencer todos os perigos.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Mensagem para 2016 do Bloco de Esquerda

"O Bloco de Esquerda é a força da esperança"


A vontade do povo trouxe-nos novas responsabilidades. 

Respondemos sem hesitação.

Foi possível um acordo para tirar a direita do governo e para parar o empobrecimento.

O caminho não será fácil.

Em seis anos tivemos seis crises bancárias e os problemas estão longe de terem terminado.

A dívida pública, a Europa autoritária, continuam a chantagear Portugal. Mas, não baixamos os braços!

Num mês foi possível acabar com a sobretaxa para 3,5 milhões de famílias.

Repusemos os feriados roubados e os salários cortados, da função pública, ao longo de 2016.

Conquistámos o aumento do salário mínimo nacional para 530 Euros já em Janeiro e 557 Euros, pelo menos, já daqui a um ano.

Ao mesmo tempo, defendemos a educação, com o fim dos exames do 4º ano e da prova de despedir professores.

Acabámos com a humilhação das mulheres que decidem abortar e eliminámos a descriminação das famílias na hora de adoção, protegendo todas as famílias, todas as crianças. 

Isto é só o começo.

O Bloco de Esquerda é a força da esperança.

Para continuar, precisamos de TI !

Bom 2016

segunda-feira, 9 de março de 2015

Catarina Martins em Neves-Corvo - ronda de contactos com trabalhadores, instituições e populações no distrito de Beja. (09/Mar/2015)




Sob convite da Comissão Coordenadora Distrital de Beja, a porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins,  realizou uma ronda de contacto com as populações e instituições e trabalhadores, cuja organização esteve a cargo das Comissões Concelhias de Castro Verde e Beja, assim como do Núcleo Concelhio de Almodôvar.

Esta ronda teve início na mina de Neves-Corvo, concessionada à Somincor, S.A., com o contacto e recolha de assinaturas para a petição Pela Desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental, junto dos trabalhadores que laboram no couto mineiro e onde também foi concedida uma entrevista para a rádio local: Castrense FM. (Registo sonoro e transcrição abaixo)







Nota:

Por falha técnica, o registo sonoro iniciou-se algum tempo depois de iniciada a entrevista. Assim a transcrição inicia-se com a porta-voz do BE - Catarina Martins; a responder ao jornalista sobre a presença do Bloco de Esquerda naquele local e sobre o que motiva a recolha de assinaturas contra o Tratado Orçamental.


"(...)

Catarina Martins – BE:

Os tratados são assinados sem que exista um único referendo. E esse tratado [Orçamental] impõe que em Portugal se corte, a cada ano que passa, 5.800 milhões [Euros] do Orçamento de Estado. Isto é o equivalente a tudo o que gastamos em educação num ano. E as pessoas, que viram como este ano as escolas já não abriram a tempo, como os hospitais já não responderam às necessidades. As pessoas têm as pensões cortadas, percebem que não se pode cortar mais, naquilo que é essencial: a educação, a saúde, a proteção social. E portanto, temos estado pelo país a recolher estas assinaturas [petição Pela desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental], para que as pessoas saibam porque é que a austeridade lhes está a ser imposta, e que saibam que está na sua mão, também, que Portugal deixe de estar imposto a esta austeridade, e possa ter uma outra alternativa.
Estar aqui hoje, [Neves-Corvo – Somincor] é muito importante. Esta é uma empresa com tantos trabalhadores, tão importante para a economia e que é preciso mobilizar todas estas pessoas. Porque são estas pessoas que aqui trabalham, como em todo o país, que constroem a nossa economia, que podem construir o nosso futuro, mobilizá-las todas, porque a austeridade não tem de ser permanente e pode existir uma alternativa.


Rui Rosa – Castrense FM

E qual foi a recetividade dos mineiros?


Catarina Martins – BE:

Ah! Tivemos uma muito boa recetividade, recolhemos uma série de assinaturas. As pessoas compreendem.
Em Portugal, toda a gente percebe que a austeridade foi uma grande mentira, que nos criou tantos problemas. Porque a austeridade vinha, dizia-se, para resolver o problema da dívida pública e, de facto, a dívida pública está cada vez mais alta, e [para] o que a austeridade serviu foi para negar direitos às pessoas: direitos sociais, laborais, ambientais. E portanto, eu julgo que há uma grande perceção no país de que não pode ser mais assim. Já basta de cortes, e que é preciso que o nosso país esteja de cabeça levantada na Europa e que possa ter emprego, crescimento, salários, dignidade.

Rui Rosa – Castrense FM:

Aproveitando o facto de estar aqui consigo, uma última questão: o Alentejo tem uma empresa desta dimensão, o Alentejo tem um clima, que é aquele que se pode constatar já em pleno mês de Março, o Alentejo tem tantas condições para ser uma região, quiçá e há mesmo quem defenda que tem condições para ser uma região sui-generis no país, porque é que quando se olha para o Alentejo se vê despovoamento e mais despovoamento, pobreza, envelhecimento. O que é que é necessário para invertermos isso?

Catarina Martins – BE:

Tem-se olhado para o país com duas perspetivas profundamente erradas! A primeira é uma perspetiva centralista que não pensa o desenvolvimento de todo o território. Pensa na concentração de recursos na zona de Lisboa e bem pouco mais, mas que tem vindo a despovoar o território. E, esta tem muitos anos e é profundamente errada. E a segunda [perspetiva], igualmente nefasta, tem sido a visão de que o país só deve fazer o que os mercados financeiros deixarem. Só deve fazer o que a banca deixar. E, em vez de se ter um plano estratégico para o país, a longo prazo, andamos a gerir o país a curto prazo ao sabor do que a finança manda. E portanto, o que é necessário neste momento é que no país haja uma visão de crescimento, de investimento. O Alentejo tem tudo para ser uma zona de grande produção e de grande desenvolvimento, o que é preciso é [que haja] vontade política e isso depende também de que as pessoas todas façam ouvir a sua voz e a sua exigência para um outro modelo para o nosso país. Um modelo que respeite todo o território, toda a população, e um modelo que tenha, no longo prazo, o desenvolvimento, a criação de emprego, no centro do que devem ser as decisões políticas do país. (...) “

Seguiu-se o almoço, na aldeia de Corvo, adjacente a esta unidade industrial, num estabelecimento típico, para depois prosseguir o programa desta ronda, que incluiu a visita a uma instituição de apoio social em Beja e o contacto com a população do bairro social da Esperança.



Visita a Instituição Apoio Social em Beja
Contacto com população no Bairro da Esperança