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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Cristina Ferreira - Crónicas IV (22JAN2021)

 


ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS – DEFENDER A DEMOCRACIA

 

É já no próximo domingo que os portugueses irão escolher o próximo ou a próxima Presidente da República.

Esta eleição, realizada sob condições inéditas, é uma prova de fogo à nossa democracia.

São muitos os apelos para que os eleitores não se apresentem nas urnas sob pretexto de se protegerem da Covid. Mas pergunto: e a democracia quem a protege?

Desde março do ano passado que ela está sob feroz ataque e, aos poucos, com a desculpa da crise sanitária, algumas brechas têm sido abertas favorecendo o reaparecimento e reforço de ideologias que se julgavam ser coisa do passado.

Se dúvidas houvesse, a situação pandémica veio mostrar aos mais despercebidos “dessas coisas dos políticos” qual é um dos papéis do/a Presidente da República no sistema democrático nacional quando, ao decretar os vários estados de emergência, reduziu os direitos Constitucionais dos cidadãos e das cidadãs nacionais. Mas existem outras funções e responsabilidades do Presidente da República, sendo a prorrogação de leis uma delas, mas a principal será a defesa da soberania nacional.

A eleição de domingo ditará a próxima presidência e essa vai muito além do candidato ou da candidata que os portugueses elegerem. Ela determinará a dita Magistratura de Influência na política dos próximos anos: se vai continuar a ser mais do mesmo – por exemplo, reconduzindo o atual presidente; se vai mudar e ter um carácter progressista – por exemplo, elegendo Marisa Matias; ou se vai ser um carácter mais conservador – escolhendo outro candidato; ou ainda se vai retroceder no avanço civilizacional conseguido - escolhendo escancarar portas ao radicalismo xenófobo, homofóbico, racista e sexista.

Depois de diversas alterações, no Boletim de Voto constará na primeira posição o nome de um cidadão cuja candidatura, por falta de assinaturas válidas, não foi aceite o que tornará nulo os votos feitos neste nome. Esta não é uma situação inédita e será afixada nas assembleias de voto edital com informação correspondente.

Votar é um dever cívico e, até mesmo em situação pandémica, devemos combater a abstenção. Queira-se ou não, haja muitos eleitores ou poucos eleitores a votar, um ou uma presidente será eleita.

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Filipe Santos / Cristina Ferreira, 22/01/2021


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Cristina Ferreira - Crónicas IV (15JAN2021)

 




PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA: RESPOSTAS DOS MANDATOS PARA A CRISE ATUAL E FUTURA

 

Marisa Matias considera “inaceitável” e “incompreensível” que “ao fim de quase um ano em sistemático anúncio de medidas", nunca se saber quais os apoios atribuídos para que as pessoas possam cumprir o confinamento com dignidade.

O contexto da pandemia trouxe mais gente para uma situação de pobreza, principalmente idosos, que mais que duplicou nos últimos tempos, mas também uma situação de isolamento e solidão.

Para responder de forma eficaz a estas situações há que ter, e executar, medidas de urgência para responder às situações de pobreza crescentes, que são urgentes no presente, mas que também o serão no horizonte dos próximos cinco anos, durante o tempo de mandato do/a Presidente da República, por isso não se deve apenas responder à emergência da pobreza, mas deve-se  também criar as condições para começar a erradicar a pobreza e isso significa apostar não só na criação de emprego, mas de emprego com direitos e com qualidade. Se a crise pandémica agravou problemas estruturais que já existiam há que dar respostas dignas para que estes não se prolonguem e agravem no tempo.

Os fundos disponíveis têm de ser para investir e criar emprego agora sendo esta uma das grandes críticas que Marisa Matias fez na sequência das novas medidas de confinamento anunciadas por António Costa.   Para Marisa Matias deve-se sempre responder àquilo que são as recomendações das autoridades de saúde. Mas não se pode é continuar ao fim de quase um ano em sistemático anúncio de medidas, de exigências, de confinamentos, de pedidos para que as pessoas possam responder a eles, e não sabermos nunca quando conhecemos as novas exigências, quais são os apoios que temos para poder garantir que as pessoas possam cumprir esse confinamento com dignidade e isso preocupa-me muito, concluiu Marisa Matias.

Colocar o problema da habitação no centro da agenda política é obrigação da/o candidato à Presidência da República pois este/a deve defender o direito à habitação, como inscrito na Constituição.

A candidata presidencial lembrou que “estamos num contexto de pandemia com períodos de confinamento”, onde nem toda a gente tem as mesmas condições para o fazer e onde encontramos “famílias grandes em casas muito pequenas”, “famílias que não têm recursos para poder aquecer as suas casas” e “pessoas e famílias que nem casa têm”.

Marisa Matias elogiou a lei “absolutamente urgente” que foi aprovada no Parlamento para que ninguém possa ser despejado até junho de 2021, mas esclarece que não se pode confundir uma ajuda com apoios. Mesmo não estando obrigadas a pagar agora as suas rendas como resultado da perda de rendimentos, Marisa lembrou que estas pessoas “estão na mesma a acumular uma situação de dívida que poderão não ter como responder”. Acrescentou que é preciso colocar “esta questão no centro da agenda política” porque “o problema da habitação já existia antes, existe agora e vai voltar a existir se nada for feito a seguir à pandemia”. Juntamente com a necessidade de “garantir a habitação como direito há o de tentar libertar a habitação do fenómeno tão persistente e permanente da especulação imobiliária”.

Marisa Matias tece duras críticas a Marcelo Rebelo de Sousa quando, num episódio recente, este “teve a oportunidade de se pronunciar numa disputa entre a especulação e as pessoas” e Marcelo “tomou o lugar da especulação e não das pessoas”, quando o lugar deve ser “sempre, sempre ao lado das pessoas” e ainda para mais quando “a Constituição tem um direito claríssimo à habitação”.

Estupefação foi também a reação de Marisa quando ouviu relatos de moradoras que escreveram ao Presidente da República sobre a luta para conservarem a sua habitação e ele escreveu de volta para que procurassem um advogado. 

Talvez se o pedido fosse para tirar uma fotografia a resposta fosse muito diferente!!

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 15/01/2021



sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Cristina Ferreira - Crónicas IV (11DEZ2020)

 


PORQUE MARISA MATIAS VAI A FORTES

 

No próximo domingo, 13 dezembro, pelas 15h00 Marisa Matias, Candidata à Presidência da República, desloca-se a Fortes, Ferreira do Alentejo, para um encontro com a população e ativistas na sede da Associação Ambiental Amigos de Fortes.

A transformação de bagaço de azeitona e os gases poluentes que a fábrica AZPO produz e se espalham no ar de Fortes, concelho de Ferreira do Alentejo, contaminado tudo e todos, é um grave problema de saúde pública e ambiental com o qual as gentes de Fortes convivem 24 horas por dia, 365 por ano.

A Associação Ambiental Amigos de Fortes acusa a fábrica AZPO da não eliminação de gases poluentes pois esta "limitou-se a concentrar a emissão de gases de três chaminés numa só chaminé" mais alta, "não resolvendo o problema", porque a solução "não teve qualquer redução" ou permitiu a "eliminação" das emissões de gases poluentes sobre a população de Fortes.

Este é o cenário que Marisa Matias irá encontrar:  casas amareladas, um cheiro fétido no ar, um fumo constante a cobrir a aldeia e um punhado de gente que luta para ficar, que luta para que as condições mudem.

As queixas da população sobre a poluição em Fortes já existem há vários anos e, em 2015, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo viu-se obrigada a colocar este problema às autoridades competentes para que fossem tomadas medidas corretoras.

O Bloco de Esquerda de Beja sempre acompanhou e apoiou a luta das gentes de Fortes e alertou para o agravar desta situação pois “durante meses, camiões carregados de bagaço de azeitona não param de chegar a Fortes e grande parte provém de Espanha, onde a legislação e a fiscalização ambiental não permitem este tipo de práticas poluidoras a céu aberto”.

Marisa Matias vem em campanha pois é importante “não deixar que a campanha não tenha a sua finalidade principal”, ou seja, “ouvir as pessoas”. “Uma campanha não vive sem contacto com as pessoas”, mas “não será no mesmo formato das anteriores campanhas”.

A sua candidatura define-se numa “proposta de um país que combata todas as formas de racismo e discriminação e um modelo de desenvolvimento que finalmente comece a representar as preocupações de combate às alterações climáticas e a fazer essa transição ecológica que precisamos de fazer e que está tão atrasada”; destaca, também, a perda de proteção laboral e direitos laborais, com o aprofundamento da precariedade como um dos principais problemas da sociedade. Responder a isto exige “valorizar os direitos de quem trabalha e saber que termos um contrato que nos protege faz toda a diferença”.

A resposta à crise é por isso o centro da sua candidatura. “Uma proposta de resposta a situações difíceis e de recuperação do país para nos tentarmos proteger e não termos de passar por esta situação novamente” pois neste momento a crise é mais recente, não sabemos quanto tempo vai durar e estamos longe de saber as consequências do ponto de vista económico e social”, explica.

Sobre os efeitos da crise pandémica sobre a campanha eleitoral, a candidata presidencial diz que “temos de nos adaptar e procurar fazer melhor debate possível nas circunstâncias, para podermos ouvir as pessoas”. E garante que “não iremos fazer nada que não cumpra as condições sanitárias”.

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 11/12/2020


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Cristina Ferreira - Crónicas IV (09OUT2020)

 




PRESIDENCIAIS 2021: CANDIDATURA DE MARISA MATIAS

 

3 de outubro, 2020 - Marisa Matias apresentou a sua declaração de candidatura: “Liberdade e segurança, é a minha luta. Aqui estou para isso.”

“Esta é uma candidatura das pessoas que à esquerda não baixam os braços e constroem soluções para o país. Uma candidatura de quem, como Maria de Lurdes Pintassilgo, acredita na força do diálogo. De quem acredita que podemos ter uma política diferente. Mesmo diferente.

Foi essa esperança que me propus representar nessas eleições de 2016. Fui ouvir as pessoas e fazer a campanha como gosto, junto delas, encontrando vontades e abraçando essa imensa energia de quem trabalha e não vive para truques, vantagens e podridão. Os votos que me deram foram de confiança nessa energia, de afirmação de uma esquerda que sabe o que quer.

Sabemos que hoje vivemos tempos diferentes, num contexto novo e ameaçador. Perante uma nova crise, a maior das nossas vidas, temos a responsabilidade de usar o que aprendemos nas crises anteriores, para proteger Portugal, a nossa casa comum, e para enfrentarmos os perigos que assombram todo o mundo, desde a destruição climática até à espiral de violência racista e discriminatória.

A pandemia acelerou a crise económica e social. Mas também é certo que não a inventou. Não foi a Covid que empurrou dezenas de milhares de jovens para cima de bicicletas e motas para serviços de entrega porta a porta, sem contrato e sem direitos. Não foi a Covid que criou os lares clandestinos, onde são maltratados tantos idosos. Não foi a Covid que inventou a soberba dos patrões que fecham a porta, despedem as trabalhadoras e abrem nova empresa ao lado. Não foi a Covid que inventou a violência sobre as mulheres ou as crianças. Não foi a Covid que inventou a corrupção ou juízes ao serviço de traficantes do futebol. Tudo isso já existia antes da doença e é outra ameaça sobre o nosso país.

Vivemos uma crise sanitária e ela mostra-nos onde está a força do nosso país: na solidariedade e no cuidado, no profissionalismo e na humanidade. A força do país não está na riqueza, não está nas fortunas, não está no facilitismo, que só fizeram nascer corrupção e desigualdade. A força é o que é comum, a começar pelo Serviço Nacional de Saúde. A democracia é o que é de toda a gente, é a liberdade que cuida de toda a gente. Essa força é o meu programa: a democracia é o é que de todos, para todos e por todos.

E, por cima da crise sanitária, temos a crise social. Os seus efeitos recaem de forma desigual sobre a população, os mais pobres e os esquecidos são sempre as primeiras vítimas, o desemprego é uma praga, a vulnerabilidade cresceu. Em poucas palavras, Portugal está aflito.

É dessa aflição que vos quero falar. Ela tem razões imediatas e que serão superadas, mesmo que demore muitos meses, mas há outra doença que nos ataca e que nunca nos quer largar: é o nosso atraso, é o que nos falta nos centros de saúde e hospitais, é o abandono escolar, são as atividades poluentes, é o desemprego, é a falta de investimento que constrói qualidade de vida, é a fraude e a mentira.

Por isso vos digo que uma economia mais justa tem de assentar em transparência e respeito. Transparência no combate à impunidade dos financeiros, à corrupção das portas giratórias do poder, à fuga fiscal de quem mais tem. A resposta aos nossos problemas estruturais impõe medidas corajosas de controlo público, de reforço de incompatibilidades, de investigação e repressão do crime económico, financeiro e fiscal, de escolhas estratégicas pelo ambiente e pelo emprego.

Os que nada querem fazer e que estão satisfeitos com os seus privilégios vão ter-me pela frente. E, como sei que me perguntam o que quer a minha campanha, digo já com todas as palavras: se há os que querem Portugal parado, eu quero o meu país vibrante de jovens, de cultura, de respeito pelo trabalho, de solidariedade.

Eu não sou candidata para fazer vénias ao sistema ou a poderes que são os responsáveis pelo atraso de Portugal. Não aceito discriminações, não tolero a intolerância, não me calo perante o ressentimento e a ignomínia. A mentira e a grosseria, ou o aproveitamento da vulnerabilidade dos que sofrem, estão a tornar-se sistema.

A todos eu digo que contem comigo: repito, a democracia é o que é de todos, para todos e por todos. As pessoas que têm orgulho de todas as cores da democracia são muitas, somos a maioria e não nos vergamos. Com a minha campanha, quero dar a voz a essa enorme maioria.

E quero dirigir-me a essa imensa maioria que, com o seu trabalho e a sua luta, todos os dias constrói este país.

Encontrarão (…) a força determinada de quem, convosco, vai à luta pelas soluções que protegem Portugal: a segurança do emprego e do salário, a garantia de uma democracia que queremos forte e de um país que queremos livre.

Cuidar o futuro é não temer as escolhas decisivas de hoje.

É por isto que aqui estou, neste momento difícil em que devemos afirmar a democracia, sem jogos de sombras.

Eu sou o que digo e o que faço e por isso me comprometo convosco.

Quero, por fim, agradecer a todos e a todas (…) porque sabemos que a política é um lugar de decência, é um lugar de exigência, é coragem, é luta, é cuidado, é resistência. “

Eu, Cristina Ferreira, apoio a candidatura de Marisa Matias à Presidência da República!

 

Fonte: https://www.esquerda.net/videos/marisa-matias-apresentou-declaracao-de-candidatura/70515

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 9/10/2020


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Cristina Ferreira - Crónicas II (24MAI2019)


O próximo domingo é dia de eleições. São as Europeias. Dia 26 é dia de elegermos os nossos representantes no Parlamento Europeu.

O Bloco de Esquerda deposita a confiança em Marisa Matias, que encabeça uma lista secundada por José Gusmão, Sérgio Aires, Anabela Rodrigues e tantos outros homens e mulheres que se juntaram a esta candidatura, e que pode ser consultada em Esquerda.Net

Marisa Matias é a candidata de maior experiência, visto já ter exercido dois mandatos nos quais se destacou pelo excelente trabalho desenvolvido como relatora em várias diretivas, na copresidência de grupos de trabalho relacionados com a saúde, na coordenação e integração de comissões como a de Assuntos Económicos e Monetários ou da Indústria, Investigação e Energia, ou ainda a vice-presidência de Comissões Especiais constituídas na sequência dos escândalos luxleaks e swissleaks, ou ainda a presidência do intergrupo dos Bens comuns e da Delegação para as relações com os países do Maxereque, e da Missão da EU de observação das eleições nas Honduras.

É um currículo invejável, como poucos, mesmo entre os que mais se destacam nas candidaturas adversárias, terão, mas acima de tudo, tem sido um trajeto de coerência sempre pautado pelo sentido crítico e que sempre perspetivou contribuir para uma Europa, verdadeiramente unida, de pessoas e para pessoas.

Assim surge o Slogan de campanha – Lado a Lado!

Porque é Lado a Lado, com as pessoas e para as pessoas que a Europa faz sentido. E é Lado a Lado, com todos, que a Europa de todos se constrói.

Para Marisa Matias, a UE caiu numa crise sem precedentes o que abriu espaço à ascensão da extrema-direita no espaço europeu. A crise humanitária vivida nos últimos anos é claro exemplo disso, assim como, o processo do Brexit que se arrasta há dois anos. Mas esta candidatura não identifica apenas os males de uma Europa mergulhada em crises, traz consigo uma mensagem de esperança e que 26 de maio pode ser o marco da mudança necessária. Identifica os principais eixos onde a política europeia cruza com a política nacional e nos afeta no quotidiano. São eles o Estado Social, o Trabalho e o Ambiente.
Numa narrativa europeísta, Marisa Matias, transpõem para esta candidatura, a visão bloquista de que é necessária maior oposição a tratados que ponham nas mãos de privados o que hoje é estado social – a saúde, a educação entre outros. Defende também que o crescimento económico não foi acompanhado de crescimento salarial. Propõem formas de combater esta estagnação salarial, seja pela apresentação de propostas orientadas contra a austeridade seja pela conjugação de ações, que ancoradas num desenvolvimento sustentável, aproveite a oportunidade de criar “emprego verde” – com os devidos ganhos ambientais intrínsecos.

Em recentes declarações Marisa Matias apontou que “vivemos um tempo em que a integração europeia tem sido profundamente desigual e tem levado a um reforço das desigualdades económicas e sociais no espaço europeu, a uma fragmentação do projeto político, mas também a uma fragmentação social e económica”.
E deixa a promessa de que “não serei deputada para trazer as exigências de Bruxelas para o nosso país, serei sempre, como até aqui, deputada para trazer e para levar as exigências do nosso país até Bruxelas”.

Diz-nos a lei eleitoral que o dia anterior à votação é período de reflexão. A minha sugestão é que o façamos, e se possível de forma informada. No sítio da internet em Esquerda.Net estão disponíveis as informações mais relevantes sobre esta candidatura.

Para terminar, só mais uma nota.

Um pouco por todo o lado há quem apele ao boicote e à abstenção nas eleições, porém dia 26, quer votes ou não, serão eleitos os eurodeputados respetivos a cada país da UE e isso é imutável. Com o teu voto, informado, podes ajudar a mudar a Europa e o teu país.

(Crónica criada em co-autoria com Filipe M. Santos)



Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 24-05-2019

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Ovibeja 2019 - Convite à população




Decorrerá dia 26 de Abril a partir das 18h00 a visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja e que contará com a presença de Catarina Martins - Coordenadora Nacional; e de Marisa Matias - Deputada do BE no Parlamento Europeu e candidata a este órgão para o próximo ciclo legislativo da União Europeia.

Esta visita será marcada pela apresentação do Projeto de Lei do Bloco que condiciona a instalação de monoculturas intensivas e superintensivas (olival e amendoal) e do Projeto de Resolução da AR que decreta uma Moratória até regulação legal da limitação e ordenamento deste tipo de culturas, com base em critérios ambientais de preservação dos solos, águas e biodiversidade, e sem esquecer a proteção da saúde pública.

A aplicação de pesticidas e produtos fitofarmacêuticos, serão também alvo de discussão no parlamento. Até à realização da visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja - Uma feira de referência a nível nacional no setor agroalimentar; dará entrada neste órgao uma proposta de alteração à Lei 26/2013, de 11 de Abril, que regula e restringe o uso destes químicos.

O ponto de encontro será junto à entrada principal do recinto da Ovibeja, a partir das 17h45m, e 

estás convidado a participar nesta ação.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cristina Ferreira - Crónicas II (22MAR2019)


Crónica 14.ª

(Caixa Alta S2 - 22MAR2019)


Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda e membro da Comissão Parlamentar de Saúde, esteve segunda-feira, dia 18, em Beja para conhecer o estado de saúde do distrito.

Visitou o Hospital José Joaquim Fernandes, reuniu com a administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e com profissionais e utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS); também reuniu com o movimento Beja Merece+" e com a Comissão de Utentes de Saúde.

A falta de profissionais de saúde é um dos grandes problemas que afeta que a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo já que é necessária autorização do governo para contratar profissionais de diversas áreas, autorização que demora a chegar contrastando com a urgência de ser necessário repor e reforçar as equipas das diversas áreas.

Se o governo tarda em dar respostas e agir, o Bloco de Esquerda apresenta uma proposta para uma nova Lei de Bases da Saúde.

Se as instituições ligadas à saúde fossem dotadas de autonomia para contratar profissionais de saúde uma parte do problema ficaria resolvida pois permitiria contratar e resolver o problema da falta de forma mais rápida, ao invés de esperar que o Ministério das Finanças dê o aval para que tal aconteça. Estamos a falar de períodos tempo em que falta um profissional, em que a prestação dos cuidados de saúde fica sobrecarregada e menos eficaz. Estamos a falar de muitos meses, um ano, ou anos, até que chegue uma resposta.

Por proposta do Bloco de Esquerda, o Orçamento de Estado para 2019 tem previsto o início dos trabalhos para a realização da segunda fase no Hospital José Joaquim Fernandes, pelo que falta o governo avançar com os procedimentos para que se realize o mais rápido possível.

Simultaneamente falta criar mecanismos para a fixação de médicos de modo a colmatar a necessidade de médicos de família, mas também de especialidade. 
Se um terço das vagas para médicos de família ficam por preencher, segundo dados de dezembro de 2018, deixando assim os utentes sem médico de família, é preocupante, mais grave é quando, sistematicamente, ficam vagas por preencher nas regiões do Alentejo e Algarve.

Não será só a motivação económica o único fator que causa tal situação, também a falta de condições de trabalho, organização, formação e progressão na carreira faz com que estes profissionais ponderem se candidatam a zonas do interior.

A falta de investimento em áreas estratégicas de desenvolvimento nas zonas do interior do país, bem como nos serviços públicos, desmotiva, afasta, causa lacunas difíceis de resolver e comprometem socialmente qualquer desenvolvimento e melhoria no acesso ao Serviço Nacional de Saúde.

O acesso ao médico de família, que deveria abranger toda a população, é fundamental para garantir qualidade de vida, promove a prevenção de situações de risco e permite o acompanhamento do utente. Se a estes fatores acrescentarmos um elevado índice de envelhecimento da população no distrito de Beja, temos argumentos para exigir mais investimento no Serviço Nacional de Saúde, mais profissionais e mais especialidades.

O Bloco de Esquerda sabe que é preciso mais para Beja. Sabe que é que preciso haver alteração da carreira para que os médicos fiquem no Sistema Nacional de Saúde, sabe que são precisos mecanismos de incentivo para a captação e fixação de profissionais de saúde em zonas de interior.

A nova Lei de Bases de Saúde contempla mecanismos para combater estes e outros problemas, pois estas questões têm implicações sérias e duradoras em todo o Serviço Nacional de Saúde, pelo que não podem ficar fora de qualquer lei ou resolução.

É importante garantir uma Lei de Bases da Saúde que seja forte e que possa proteger o Serviço Nacional de Saúde, que possa dar-lhe mais capacidade e qualidade de modo a garantir a todos o seu acesso e usufruto.

Bruxelas quer entregar o Serviço Nacional de Saúde a privados mas, assim, abre-se caminho à chantagem e aos lobbies da saúde; este é o caminho que está a ser seguido pelas instituições europeias, visando implementar um estado sem outra função social que não seja a de pegar no dinheiro dos contribuintes para o pôr nas mãos de quem quer fazer da saúde, educação e segurança social um negócio, como afirmou Marisa Matias no  primeiro comício de campanha para as eleições europeias, em Coimbra.

Não era esta a ideia de João Semedo e António Arnaut ao delinear a nova Lei de Bases de Saúde pelo que o Partido Socialista tem de escolher entre o legado de Arnaut ou minar o Serviço Nacional de Saúde com parcerias ruinosas e cedências aos lobbies da saúde, processo em que o PSD e CDS também têm muita responsabilidade.

Grupos privados de saúde ou serviço público de saúde?

Os verdadeiros alvos de ameaça são os utentes pelo que o processo deve ser travado e invertido de modo a ter um Serviço Nacional de Saúde de todos e para todos. 



Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 22/03/2019




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cristina Ferreira - Crónicas II (22FEV2019)


Crónica 11.ª

(Caixa Alta S2 - 22FEV2019)


O Bloco de Esquerda apresentou ontem, em Coimbra, no comício de abertura de campanha, a lista da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições europeias de 2019, que se realizam a 26 de maio. É encabeçada pela eurodeputada Marisa Matias e “é absolutamente paritária”, com 11 mulheres e 10 homens e tem como lema "Esperança 2019".

Marisa Matias é doutorada em sociologia pela Universidade de Coimbra e faz parte da Comissão Política do Bloco de Esquerda. Exerceu dois mandatos no Parlamento Europeu, ao longo dos quais se destacou pelo excelente trabalho desenvolvido: na presente legislatura, foi coordenadora da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) e integra também a Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia (ITRE).




É Presidente do intergrupo dos Bens Comuns e da Delegação para as Relações com os Países do Maxereque (Líbano, Egipto, Síria e Jordânia), no âmbito da qual presidiu a todas as delegações oficiais das visitas parlamentares ao Líbano, à Jordânia e ao Egipto. Presidiu a Missão da União Europeia de observação das eleições nas Honduras.

Um bom resultado para o Bloco nestas eleições europeias passa pelo reconhecimento das propostas e do trabalho realizado nos últimos anos no Parlamento Europeu e que este se traduza no reforço da votação e da bancada do Bloco, para dar mais força à esquerda no Parlamento Europeu.

Segundo Marisa Matias estes são tempos sombrios pois a ameaça da desintegração da União paira sobre a Europa, pelo que nunca foi tão urgente eleger representantes que enfrentem os poderes instalados que trouxeram à crise e lucraram com ela. E hoje o Bloco é a única força da esquerda portuguesa que constrói alianças com movimentos e forças políticas e sociais europeias para desenhar posições comuns e construir caminhos de desobediência ao atual rumo da União Europeia.

Marisa Matias estará, amanhã, dia 24 na Feira do Queijo em Serpa e domingo, dia 25, no auditório da Escola Superior Agrária de Beja para debater a problemática das monoculturas superintensivas.

Este encontro Alentejo - Andaluzia, organizado pelo Bloco de Esquerda, pretende, uma vez mais, colocar a tónica na problemático das monoculturas intensivas e nos efeitos devastadores tanto para o ambiente, como para a agricultura, património, bem como o impacto social negativo de toda esta pressão para produzir a todo o custo e o mais rápido possível.

O verde das diversas plantações, desde olival, amendoal, vinha, eucaliptos e pinheiros esconde um conjunto de ameaças e perigos: a utilização de químicos, consumo intensivo dos recurso hídricos, o esgotamento dos solos, a degradação do ambiente, destruição de fauna e flora, do património; a nível social a exploração de mão-de-obra ilegal, dos trabalhadores que se encontram em situação irregular e que, assim, se tornam alvos fáceis para os patrões,   abrindo campo a todos os fenómenos de exploração e a redes de tráfico de mão-de-obra ilegal.

Há retorno económico para a região? Se não cria empregos, se não desenvolve económica e socialmente a região, claro que não há retorno económico!

Uma realidade preocupante no presente, um futuro comprometido: um Alentejo explorado até ao limite, fruto da ganância de muitos e que compromete o futuro de todos! 



Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 22/02/2019





sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Cristina Ferreira - Crónicas II (01FEV23019)


Crónica 9.ª

(Caixa Alta S2 - 01FEV2019)

2019 tem, a nível político, dois momentos marcantes: as eleições para o parlamento europeu, a vinte e seis de maio, e a eleição para a Assembleia da República, a seis de outubro.

Marisa Matias será a cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias e no programa eleitoral consta a aposta na recuperação dos direitos laborais, na defesa da contratação coletiva e no combate à precariedade e à pobreza.

O segundo eixo do programa eleitoral será a defesa da soberania e dos serviços públicos. Segue-se a reconversão energética, a defesa do investimento público a níveis pré-troika e o crescimento da soberania alimentar.

A aposta do Bloco de Esquerda "em defesa dos muitos e não dos poucos”, é a da representação das causas dos movimentos e das lutas sociais, como forma de concretizar e ampliar a democracia.

À RTP, na sua primeira grande entrevista após ter sido escolhida novamente para liderar a lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, Marisa Matias considera que estamos numa fase em que é preciso defender os direitos mais básicos e mais fundamentais que nós julgávamos adquiridos".

A eurodeputada do Bloco de Esquerda, que se candidata ao Parlamento Europeu pela terceira vez, admite que "a democracia se viu muito limitada nos últimos anos", tal como "a capacidade de decisão dentro dos próprios Estados-membros" pelas imposições de Bruxelas, continuando essa a ser uma "luta fundamental que tem que ser feita".

A atual eurodeputada admite que tem "o objetivo de aumentar a representação" pois, atualmente, o Bloco de Esquerda é representado unicamente por Marisa Matias, depois de em 2014 ter perdido os dois eurodeputados eleitos em 2009.
Alerta, também, para a ameaça do crescimento significativo de partidos da extrema-direita e que poderá alterar significativamente a representação parlamentar europeia após 26 de maio.

Na perspetiva da eurodeputada, as eleições do dia 26 de maio vão resultar em maior fragmentação do Parlamento Europeu, com "forças partidárias ou grupos parlamentares mais iguais entre si em termos de dimensão", ao contrário do atual, em que "dois grupos parlamentares (centro-esquerda e centro-direita) podiam fazer a maioria", juntando-se num bloco central.

"Prova-se, portanto, que a manutenção de políticas claras e de reais opções políticas para a vida das pessoas tendem a favorecer mais as forças políticas honestas consigo próprias, com o seu programa, com a sua história, do que tentar vender um ideário que não faz outra coisa a não ser destruir um projeto comum", argumenta.

A Europa está "no meio de um turbilhão, de uma tempestade", "um momento muito difícil de desintegração", o que pode explicar porque vários dos partidos portugueses apostaram na continuidade dos eurodeputados que os representam, como é caso do BE;

"Neste momento a experiência pode contar, afirma. Não é apenas a necessidade de renovação, que existe sempre, mas é um momento muito particular, em que aos fatores de desintegração relacionados com a política económica se juntam outros que advêm precisamente de uma agenda de uma Europa solidária ou que sequer possa almejar algum sentido de coesão e de defesa dos direitos mais fundamentais".

Por considerar que "está tudo em aberto”, a eurodeputada alega que cabe ao Bloco de Esquerda “também fazer essa disputa, não só por aquilo que foi o papel e uma marca real do Bloco nos últimos anos nas mudanças em Portugal, mas também exigir ao Partido socialista o que não foi feito".

E por falar em eleições gostaria de deixar aqui algumas considerações ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar, António Bota: as eleições autárquicas irão decorrer em setembro ou outubro de 2021, pelo que a promessa de conceder transporte para As Jornadas Mundiais da Juventude de 2022 é, no mínimo, prematura e revela excesso de confiança e esquece fatores essenciais da democracia, a saber: o povo é que decide quem o representa e o estado é laico.

2021 ainda distante no horizonte das eleições autárquicas, mas já assumido como certo, é revelador de que não há a noção do muito que pode acontecer em três anos mas, também do desespero que já leva à caça descarada do voto.



Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 01/02/2019




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

MARISA PRESIDENTE

Uma Por Todos


"Sou candidata a Presidente da República.
Candidato-me para trazer uma alternativa popular para
estas eleições."
Marisa Matias nasceu em Coimbra, a 20 de Fevereiro de 1976. É Socióloga.

Aos 16 anos começa a trabalhar para pagar os estudos e ajudar a família. No secundário fez greves de zelo por causa da PGA e, já na faculdade, envolveu-se ativamente nos movimentos estudantis contra as propinas.

Ativista dos Direitos Humanos e com forte presença em movimentos cívicos ligados à cultura, ambiente e direitos sexuais, bateu-se contra a co-incineração em Souselas e foi mandatária nacional do "Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim" aquando do referendo nacional pela despenalização do aborto.

Em 2004, torna-se investigadora do Centro de Estudos Sociais. Em 2009, doutorou-se com louvor e distinção pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Nesse ano é eleita deputada ao Parlamento Europeu pelo Bloco, sendo reeleita em 2014.

Durante os dois mandatos, empenhou-se em diversas causas, como a dos trabalhadores portugueses emigrados no Luxemburgo ameaçados de despejo, a causa palestiniana, dos refugiados, dos doentes de Alzheimer, oncológicos, diabéticos e portadores de HIV/Sida e ao combate aos medicamentos falsificados.

A 7 de Novembro de 2015, apresentou oficialmente a sua candidatura à Presidência da República, propondo-se a defender Portugal e a dignidade do seu povo [Manifesto Eleitoral aqui].