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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Ovibeja 2019 - Convite à população




Decorrerá dia 26 de Abril a partir das 18h00 a visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja e que contará com a presença de Catarina Martins - Coordenadora Nacional; e de Marisa Matias - Deputada do BE no Parlamento Europeu e candidata a este órgão para o próximo ciclo legislativo da União Europeia.

Esta visita será marcada pela apresentação do Projeto de Lei do Bloco que condiciona a instalação de monoculturas intensivas e superintensivas (olival e amendoal) e do Projeto de Resolução da AR que decreta uma Moratória até regulação legal da limitação e ordenamento deste tipo de culturas, com base em critérios ambientais de preservação dos solos, águas e biodiversidade, e sem esquecer a proteção da saúde pública.

A aplicação de pesticidas e produtos fitofarmacêuticos, serão também alvo de discussão no parlamento. Até à realização da visita da delegação do Bloco de Esquerda à Ovibeja - Uma feira de referência a nível nacional no setor agroalimentar; dará entrada neste órgao uma proposta de alteração à Lei 26/2013, de 11 de Abril, que regula e restringe o uso destes químicos.

O ponto de encontro será junto à entrada principal do recinto da Ovibeja, a partir das 17h45m, e 

estás convidado a participar nesta ação.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cristina Ferreira - Crónicas II (22FEV2019)


Crónica 11.ª

(Caixa Alta S2 - 22FEV2019)


O Bloco de Esquerda apresentou ontem, em Coimbra, no comício de abertura de campanha, a lista da candidatura do Bloco de Esquerda às eleições europeias de 2019, que se realizam a 26 de maio. É encabeçada pela eurodeputada Marisa Matias e “é absolutamente paritária”, com 11 mulheres e 10 homens e tem como lema "Esperança 2019".

Marisa Matias é doutorada em sociologia pela Universidade de Coimbra e faz parte da Comissão Política do Bloco de Esquerda. Exerceu dois mandatos no Parlamento Europeu, ao longo dos quais se destacou pelo excelente trabalho desenvolvido: na presente legislatura, foi coordenadora da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) e integra também a Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia (ITRE).




É Presidente do intergrupo dos Bens Comuns e da Delegação para as Relações com os Países do Maxereque (Líbano, Egipto, Síria e Jordânia), no âmbito da qual presidiu a todas as delegações oficiais das visitas parlamentares ao Líbano, à Jordânia e ao Egipto. Presidiu a Missão da União Europeia de observação das eleições nas Honduras.

Um bom resultado para o Bloco nestas eleições europeias passa pelo reconhecimento das propostas e do trabalho realizado nos últimos anos no Parlamento Europeu e que este se traduza no reforço da votação e da bancada do Bloco, para dar mais força à esquerda no Parlamento Europeu.

Segundo Marisa Matias estes são tempos sombrios pois a ameaça da desintegração da União paira sobre a Europa, pelo que nunca foi tão urgente eleger representantes que enfrentem os poderes instalados que trouxeram à crise e lucraram com ela. E hoje o Bloco é a única força da esquerda portuguesa que constrói alianças com movimentos e forças políticas e sociais europeias para desenhar posições comuns e construir caminhos de desobediência ao atual rumo da União Europeia.

Marisa Matias estará, amanhã, dia 24 na Feira do Queijo em Serpa e domingo, dia 25, no auditório da Escola Superior Agrária de Beja para debater a problemática das monoculturas superintensivas.

Este encontro Alentejo - Andaluzia, organizado pelo Bloco de Esquerda, pretende, uma vez mais, colocar a tónica na problemático das monoculturas intensivas e nos efeitos devastadores tanto para o ambiente, como para a agricultura, património, bem como o impacto social negativo de toda esta pressão para produzir a todo o custo e o mais rápido possível.

O verde das diversas plantações, desde olival, amendoal, vinha, eucaliptos e pinheiros esconde um conjunto de ameaças e perigos: a utilização de químicos, consumo intensivo dos recurso hídricos, o esgotamento dos solos, a degradação do ambiente, destruição de fauna e flora, do património; a nível social a exploração de mão-de-obra ilegal, dos trabalhadores que se encontram em situação irregular e que, assim, se tornam alvos fáceis para os patrões,   abrindo campo a todos os fenómenos de exploração e a redes de tráfico de mão-de-obra ilegal.

Há retorno económico para a região? Se não cria empregos, se não desenvolve económica e socialmente a região, claro que não há retorno económico!

Uma realidade preocupante no presente, um futuro comprometido: um Alentejo explorado até ao limite, fruto da ganância de muitos e que compromete o futuro de todos! 



Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 22/02/2019





sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cristina Ferreira - Crónicas ( XII )










Monoculturas: não obrigado!





No próximo domingo, dia 18 de fevereiro, o Bloco de Esquerda vai realizar uma sessão pública sobre um tema muito atual “Monoculturas e o deserto aqui tão perto”.

Esta sessão contará com a presença de Catarina Martins,coordenadora e porta-voz do BE, Cláudio Torres, Arqueólogo, Maria Manuel Rola, deputada da área do ambiente e a Profª Maria José Roxo, especialista neste assunto.

A sessão decorrerá na Vemos, Ouvimos e Lemos, em Serpa, pelas 15h.

Este é um debate que é necessário fazer de modo a denunciar as práticas nocivas para o ambiente, agricultura, património e social.



O plantio de diversas monoculturas de olival, amendoal, vinha, eucaliptos e pinheiros no Alentejo tem sido intensiva e leva a diversas queixas na justiça.

Um dos efeitos nefastos desta prática prende-se com a destruição do património arqueológico, como é o caso de da empresa de capitais espanhóis - De Prado- que entre abril e agosto de 2017 destruiu uma área de cerca de três mil hectares para plantar amendoal.

Esta prática agressiva arrasou com sítios arqueológicos que estavam identificados como sendo de diversos períodos da nossa história, nomeadamente romanos.

O recurso a maquinaria pesada para as operações de movimentação de terra destruíram, por exemplo,uma ponte, um aqueduto e uma villa da época romana.

Apesar dos proprietários terem sido notificados pela Direção Regional da Cultura do Alentejo, os trabalhos continuaram.

Foi apresentada uma queixa-crime no Ministério Público e decorrem investigações sobre o caso.

O problema persiste, bem como a inércia para a sua resolução - no futuro o que teremos é uma zona desprovida de história, os únicos testemunhos são os que encontraremos nos museus ou exposições.

A nível ambiental e agrícola as monoculturas apresentam saldo negativo.

Segundo a QUERCUS provoca a destruição da fauna e da flora, permite o uso massivo de químicos, o consumo excessivo de água e a degradação do solo. A juntar a estes fatores temos o fator crítico na propagação de grandes incêndios como, por exemplo, na plantação de pinheiros.

A nível social, e visto que as monoculturas estão expostas à variação dos mercados, quando não são rentáveis levam ao êxodo populacional e miséria das áreas afetadas. A este problema junta-se, também, o recurso a mão-de obra intensiva, ou seja imigrantes, que no Alentejo são mais de 90%.

Segundo Alberto Matos, da Associação Solidariedade Imigrante - Solim - estes trabalhadores são alvo de exploração de mão-de-obra ilegal, que se encontram em situação irregular sendo alvos fáceis para os patrões e abrindo campo a todos os fenómenos de exploração e a redes de tráfico de mão-de-obra ilegal.

Por exemplo, a campanha de azeitona no olival intensivo e superintensivo mobilizaram cerca de 10 mil trabalhadores, na sua esmagadora maioria imigrantes, desesperados para legalizar a sua situação em Portugal pois, só assim, muitos deles se conseguem libertar das redes de tráfico de mão-de-obra.

E o retorno económico para a região? Se não cria empregos, se não desenvolve económica e socialmente a região, Claro que não há retorno económico!

Uma realidade preocupante no presente: um Alentejo explorado até ao limite e o deserto aqui tão perto!


Bom fim de semana.


16/02/2017

Cristina Ferreira