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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Cristina Ferreira - Crónicas V (04FEV2022)

 



Quero começar por agradecer a todo o meu auditório, aqui na Rádio Castrense e nas redes sociais, que exerceram o seu direito e dever de voto, e apesar de todos os constrangimentos sanitários, tornaram possível diminuir a taxa de abstenção face às eleições anteriores. Assim, no rescaldo das eleições legislativas no passado domingo, cujos resultados consolidaram a deriva à direita no panorama político nacional, resta à esquerda nacional, nomeadamente ao Bloco de Esquerda partido de que sou aderente, encontrar novos caminhos por entre os obstáculos que naturalmente irão surgir, sem, contudo, perder a sua ideologia de vista.

As escolhas estão feitas, fica-nos agora a esperança de que a maioria absoluta do PS, lhe permita uma governação em cumprimento com a sua ideologia e programa anunciado em campanha.

Aos parlamentares que tomarão posse, ao novo governo que surgirá na próxima legislatura, desejo-lhes um bom trabalho. Aos cidadãos que nos próximos anos são alvo das políticas dos primeiros, desejo boa sorte.

Passemos ao tema que vos quero trazer e se refere à opinião de Paula Alves Silva:

 

O “ABENÇOADO SNS PORTUGUÊS”

 

Escrevia Paula Alves Silva assim na revista Visão:

 

"Escrevo este texto cinco meses depois da minha primeira ida a uma urgência nos Estados Unidos. Três horas dentro das urgências que resultaram em cerca de oito mil dólares.

Julgo que os relógios dos hospitais são diferentes dos restantes. Têm, penso, um compasso próprio. Mais pausado. Mais audível. Torna-se num relógio ainda mais lento quando estamos sentados durante dez horas numa cadeira da sala de urgências. Deixamos de saber se foi a doença que nos entorpeceu ou o desconforto da cadeira, da qual o corpo não permite levantar. Escrevo este texto cinco meses depois da minha primeira ida a uma urgência nos Estados Unidos. Escrevo esta crónica a título pessoal, lembrando as vezes sem conta em que pensei, naquela noite, no quão perfeito é o imperfeito Sistema Nacional de Saúde (SNS) Português.

Atirem-se as primeiras pedras ao meu perfeito, que bem sabemos não ser perfeito. Talvez deva explicar. Sabem quanto custou a entrada nas urgências do hospital onde me sentei na capital americana? Mais de três mil dólares. À entrada, sublinho. Quando finalmente, após 10 horas de espera, cheguei à dita sala de urgências e olhei em redor. Havia cerca de doze camas, um médico e três enfermeiras. Não foi difícil entender porque motivo os doentes entravam a conta-gotas na urgência.

Quantas vezes pensou dentro de uma urgência, quanto custa cada um dos exames que realiza, se terá ou não dinheiro para os pagar? Nos Estados Unidos, seguramente muitas. O que explica por que motivo o médico tenha de explicar cada um dos procedimentos e a sua razão, permitindo ao paciente a última palavra. A minha conta final foi bastante explícita deste sintoma: analises ao sangue – 1200$, farmácia (em concreto, soro e um anti-inflamatório) – próximo de 400$, uma ressonância magnética – quase 4000$ e, por fim, as três horas disponibilizadas pelo médico – cerca de 500$. Três horas dentro das urgências que resultaram em cerca de oito mil dólares. Perguntei-me muitas vezes: quanto custaria uma cirurgia?

É para isso que serve o seguro de saúde, pensarão muitos. Correto. Mas o Sistema de saúde americano é mais complexo do que se prevê. Não é apenas o seu valor. Um plano básico de saúde, para uma pessoa individual em início de carreira, custa pelo menos 200 dólares por mês (valor que varia de acordo com o estado em que se encontre). Razão plausível pela qual cerca de 28 milhões de pessoas nos Estados Unidos vive sem seguro de saúde, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo com a revogação do Affordable Care Act, mais conhecida como Obamacare.

Por outro lado, lembrar que ter um seguro de saúde não é sinónimo de garantia do pagamento total de uma conta. Importa recordar, primeiramente, que é necessário criar uma espécie de plafond. Ou seja, é necessário realizar alguns pagamentos para que a conta de seguro possua dinheiro para pagar a percentagem indicada para cada especialidade. Deste modo, alguém que hoje inicia o seu seguro terá uma cobertura menor, ou quase nula, comparativamente com alguém que já possui um seguro há alguns anos.

Além disso, é necessário referir que a franquia tem aumentado significativamente desde 2006. Nesse ano, apenas 50% das pessoas com seguro através da empresa de trabalho tinham uma franquia. Em 2018, o número disparou para 82%. Acresce ainda a este fator o aumento do valor da franquia. Se em 2006 o valor era cerca de 600 dólares, em 2018 situava-se nos 1700, visto que as seguradoras perceberam ser mais vantajoso fazer o paciente pagar uma taxa maior pelas idas ao médico, ou ao hospital, do que pagar um valor maior mensalmente.

Resultado? Milhares de processos feitos por hospitais contra pacientes que não conseguem pagar as suas dívidas. De notar que os programas de ajuda financeira dos hospitais apenas apoiam pessoas com salários anuais até 400% acima do limiar de pobreza, isto é, pessoas com salários anuais que rondem os 50 mil dólares [valores baixos para o custo de vida nos Estados Unidos].

A complexidade e o custo de um seguro tornou os Estados Unidos num país onde pessoas que caem na rua, e precisam de assistência hospitalar, recusam uma ambulância, porque o custo do transporte em ambulância em Washington DC é de 2500 dólares.

Por isso, perdoem-me, mas, sim, bendito SNS, pensei eu, recordando as idas ao hospital em Portugal, onde não esperei 10 horas (apesar de saber que acontece) e cujo atendimento em nada ficou a dever ao que recebi num dos hospitais da primeira potência mundial. Bendito Portugal pequenino que, apesar de não figurar nos tops das economias mundiais, percebe a importância de um estado social. Bendito SNS que, apesar das suas grandes lacunas e fragilidades, não faz com que o paciente se questione se tem dinheiro antes de chamar uma ambulância. Bendito."

 

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira/Filipe M. Santos, 04/02/2022


sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Cristina Ferreira - Crónicas V (28JAN2022)



LEGISLATIVAS 2022 – Bloco apresenta-se a eleições


O Bloco de Esquerda apresenta-se às eleições legislativas de 2022 com um programa que traduz o nosso percurso de luta por uma sociedade mais igual, mais livre e mais inclusiva e que é atualizado pela experiência recente: o balanço do ciclo de austeridade, da posterior recuperação e da legislatura que agora foi interrompida, marcada pela estagnação nas principais áreas da vida nacional.

A permanência de impasses políticos são o caminho da política de ressentimento e impedem as transformações necessárias, em particular das graves vulnerabilidades sociais, do mundo do trabalho e dos serviços públicos, cujos efeitos económico-sociais a crise Covid expôs.

A esquerda tem programa e o Bloco é a esquerda que não fica à espera.

Nenhuma das urgências e das grandes crises dos nossos dias terá uma resposta capaz com uma política de pequenos passos e recuos. A crise climática exige uma transformação na energia, nos transportes e nos modos de produção e obriga à adaptação do território.

A crise da habitação exige medidas de combate à especulação e que não se limite à resposta social.

A crise dos salários, com mais de uma década de congelamento e desvalorização até nas profissões mais qualificadas precisa de coragem para enfrentar o patronato e tirar da pobreza e precariedade quem trabalha.

A urgência do investimento em serviços públicos de qualidade, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde, depredado pelo negócio privado, onde falta a concretização da Lei de Bases no sentido da proposta de Arnaut e João Semedo, falta a dignificação das carreiras e a dedicação ao serviço público.

A Escola Pública está em rutura e se nada for feito rapidamente, abrir-se-á neste serviço público a mais grave crise.

A pandemia tornou visível a crise dos cuidados. As estruturas residenciais, lares e afins são insuficientes, o apoio domiciliário é muito limitado e faltam creches.

Urge acabar com a precariedade na ciência e na cultura.

O crime económico, a corrupção e o privilégio carecem de um combate mais determinado e urgente.

No seio do preconceito e discriminação criam-se formas específicas de exclusão. O racismo e xenofobia, o sexismo, a homofobia a transfobia, são estruturais e sistémicos que são urgentes combater.

É urgente uma política de migrações mais solidária, seja no quadro nacional, seja também no quadro europeu.

Aqui chegados e ainda dentro do plano europeu, urge também a reestruturação da dívida e a tão necessária recusa das regras de austeridade que nos são impostas através Tratado Orçamental Europeu.

Estas são algumas das crises e urgências que mais se destacam, mas há outras que podem (e devem) ser consultadas no programa eleitoral do Bloco de Esquerda em BLOCO.ORG

Em 2019 o partido socialista recusou tocar na legislação laboral e trabalhar num acordo com o Bloco de Esquerda, guinou à direita, como se conclui através das votações subsequentes em diversos domínios. Esta foi uma viragem que enterrou a geringonça e desde então a lógica de governação foi a de maioria absoluta por via da chantagem, falhada, com os partidos de esquerda, ou por via de uma crise política que conduziu a estas eleições.

A maioria absoluta é o plano A do PS e se a falhar, no plano B a solução, explicitamente enunciada, é um bloco central e que para se manter no poder, António Costa, estará disponível para entendimentos com Rui Rio.

O país conhece os perigos de maiorias absolutas, vividas com Cavaco Silva ou José Sócrates. E sabe que uma viragem para um bloco central é um regresso à agenda privatizadora, de degradação dos serviços públicos e de desproteção das pessoas, no trabalho e na pobreza.

Assente nas razões fortes do seu programa, o Bloco de Esquerda assume a abertura de sempre para compromissos claros na proteção das pessoas contra a estagnação e são quatro, em particular, os objetivos em torno dos quais contribuirá para formar maioria no parlamento.

O primeiro: impedir a desagregação do Serviço Nacional de Saúde.

O segundo: terminar a longa estagnação do salário médio em Portugal.

O terceiro: modernização do sistema de proteção social e a definitiva remoção das penalizações anacrónicas que continuam a ser impostas a um conjunto de reformados pela aplicação do fator de sustentabilidade.

O quarto: a concretização da Lei do Clima.

Das mais de seiscentas propostas concretas distribuídas por seis áreas da vida de todos nós, concretizar cedências, à esquerda, em compromissos em torno dos quatro objetivos enunciados, é um pequeno esforço para transformar Portugal numa sociedade mais igual, mais livre, mais inclusiva.

O Bloco de Esquerda está pronto! E diz presente para todas as lutas.

O futuro faz-se de escolhas e no próximo dia 30 vamos a votos. Não deixe que escolham por si.

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 28/01/2022


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [06]



COMPROMISSOS PARA O DISTRITO DE BEJA

 

O Bloco de Esquerda apresenta-se a estas eleições com um programa que traduz um percurso de luta por uma sociedade mais igual, livre e inclusiva.

A pandemia agravou as vulnerabilidades sociais, tornando urgente investir no Serviço Nacional de Saúde e nos seus profissionais, pôr fim à longa estagnação do salário médio, responder à crise climática e modernizar o sistema de proteção social. Cabe à esquerda a responsabilidade de apresentar um projeto transformador que responda às pessoas. É a essa chamada que respondemos.

Nas eleições de 30 de janeiro, o voto no Bloco elege pessoas comprometidas com a transformação social e com políticas para todas as pessoas e não apenas para uma elite.

 

SALVAR O CLIMA

 

Daremos prioridade ao abastecimento público de água das populações em períodos de seca prolongada. Controlo público e municipal da água “em alta” e da sua distribuição “em baixa”, sem privados nem Águas de Portugal.

Lutaremos pela equidade na distribuição de água do Alqueva e do Mira, pondo fim aos privilégios inaceitáveis da agricultura intensiva.

Na área do ordenamento agrícola e florestal, todas as nossas propostas de moratórias à instalação de estufas e monoculturas e de limitação das áreas de plantações superintensivas foram chumbadas pelo PS, PSD, CDS, IL e CHEGA. Na próxima legislatura insistiremos em propostas de ordenamento agrícola e florestal, de valorização do montado e limitação do eucalipto.

 

TRABALHO COM DIREITOS

 

Um em cada 10 trabalhadores não consegue sair da pobreza. A estagnação dos salários resulta da degradação dos direitos laborais. Para ultrapassar esta situação é preciso coragem para enfrentar o patronato, subindo o salário mínimo e criar novas leis do trabalho que combatam a precariedade, descongelem os ordenados e subam o salário médio.

O Bloco opõe-se à aplicação generalizada do SIADAP como meio de avaliação de todos os funcionários, por ser um método injusto que não reconhece as suas verdadeiras capacidades e estimula a subserviência perante as chefias.

 

REFORÇAR A SAÚDE

 

O combate à pandemia confirmou o SNS como pilar estratégico da saúde, mas também expôs fragilidades e levou muitos profissionais à beira do esgotamento. A incapacidade de resposta do governo PS, nomeadamente por via orçamental, abriu a porta a interesses privados.

Nesta legislatura, o Bloco insistirá na construção da segunda fase do Hospital de Beja e na reintegração no SNS do Hospital de S. Paulo, em Serpa. O reforço de meios humanos na Saúde e a dedicação exclusiva dos médicos e outros profissionais, são essenciais para a sua fixação no interior do país. A pandemia veio exigir também uma visão mais abrangente da Saúde Mental e o reforço de equipas de apoio psicossocial, em áreas como o acompanhamento das famílias no luto.

 

MELHORES ACESSIBILIDADES

 

O Bloco lutará pela eletrificação da linha ferroviária Casa Branca - Beja e Beja - Funcheira; pela conclusão da A26, entre Figueira de Cavaleiros e Beja; pela recuperação do IP8 bem como das estradas nacionais que ligam o interior do distrito: Serpa – Mértola – Almodôvar – Castro Verde - Aljustrel; Cuba – Alvito – Vidigueira; Moura – Barrancos; e ligações em IP de Odemira a Ourique e ao Algarve.

A valorização do aeroporto de Beja para carga e passageiros, complementar com os de Lisboa e Faro, só é possível com a articulação com outros modos de transporte, em particular com uma linha ferroviária eletrificada.

 

 

Bloco de Esquerda – bloco.org

       / Legislativas 2022 /

LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros

 


São mais de 6000 Razões Fortes que no próximo dia 25 trazem o Bloco de Esquerda, em campanha, a Almodôvar.

Somos gente de Compromissos Claros e queremos apresentá-los, em contacto direto com a população eleitora na vila de Almodôvar e localidades limítrofes do concelho, nomeadamente, Santa Clara a Nova, Rosário, Semblana, Aldeia dos Fernandes. Por imperativo de agenda e logística ficam excluídas deste périplo de contactos as populações de muitas outras localidades do concelho que em alternativa podem contactar por este mesmo canal o núcleo de Almodôvar do Bloco de Esquerda, a Coordenadora Distrital ou a sede nacional.

 

Bloco de Esquerda – Almodôvar

   / 24 de janeiro de 2022 /


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [05]

 


DIREITOS IGUAIS, SEM EXCEÇÕES

 

Batemo-nos por uma agenda feminista que afirme a igualdade plena entre homens e mulheres.

O racismo e a xenofobia negam direitos essenciais a imigrantes e refugiados.

Apesar das conquistas, a população LGBTI continua a enfrentar a discriminação do dia a dia. À política do ódio e à desinformação da extrema-direita contrapomos uma cultura de respeito, uma democracia informada e direitos iguais, sem exceções.

 

ü  Alargamento da fiscalização da desigualdade salarial entre homens e mulheres

ü  Criminalização das “terapias de conversão” das pessoas LGBTI

ü  Direito de voto a todas as pessoas com autorização de residência em Portugal

ü  Reforço do apoio a vítimas de violência doméstica

ü  Formação antirracista junto das forças de segurança

ü  Caracterização da composição étnico-racial da população

 

Bloco de Esquerda – Almodôvar

     /19 de janeiro do 2022/


LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [04]

 


MELHOR PROTEÇÃO SOCIAL

 

A pandemia tornou visível a falta de condições nos lares e um sistema de proteção social insuficiente e desatualizado. O Bloco propõe um Serviço Nacional de Cuidados que desenvolva em todo o território uma rede de respostas públicas na área da infância, da velhice, da dependência e da promoção da autonomia: creches, centros de dia, centros de noite, estruturas residenciais para pessoas idosas, apoio domiciliário, centros comunitários e ocupacionais, cuidados continuados. Aqui se responderá também às questões de apoio e descanso dos cuidadores informais.

 

ü  Criação do Serviço Nacional de Cuidados

ü  Rede de creches públicas

ü  Pensões acima do limiar de pobreza para quem fez mais de 20 anos de descontos

ü  Fim do corte do “fator de sustentabilidade” nas reformas antecipadas após 40 anos de descontos

ü  Reconhecimento da prestação de cuidados informais para efeitos de pensão de velhice

ü  Programa nacional de habitação para pessoas sem-abrigo

ü  Novas formas de financiamento da Segurança Social

 

Bloco de Esquerda – Almodôvar

    / 19 de janeiro de 2022 /


LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [03]

 

REFORÇAR O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

 

A pandemia deixou clara a importância do SNS, mas também expôs a política de desgaste, insuficiência de recursos e subinvestimento praticada pelo PS. Adiar o reforço do SNS é alimentar o negócio privado e deixar as pessoas sem resposta quando mais precisam. O SNS necessita de fixar os seus profissionais garantindo-lhes condições de trabalho e carreiras dignas. É preciso concretizar a Lei de Bases da Saúde e parar de adiar investimentos fundamentais.

 

ü  Profissionais de saúde em regime de exclusividade no SNS

ü  Contratação dos profissionais em falta

ü  Fim das taxas moderadoras

ü  Investimento em infraestruturas e equipamentos

ü  Maior autonomia na gestão hospitalar

ü  Reforço das redes de cuidados continuados e paliativos

ü  Equipas de saúde mental na comunidade

 

 

Bloco de Esquerda – Almodôvar

    / 19 de janeiro de 2022 /


LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [02]

Capa da música Napoleão Precário
em:https://genius.com/Rica-napoleao-precario-lyrics
 

TRABALHO COM DIREITOS

 

A estagnação dos salários resulta da degradação dos direitos laborais. O próprio Estado a promove, ao manter congelados os salários da sua tabela (os mais baixos vão sendo apanhados pelo salário mínimo) e ao promover o outsourcing, com mais precariedade e menos salários.

Um em cada dez trabalhadores não consegue sair da pobreza. É preciso coragem para enfrentar o patronato, subindo o salário mínimo, e criar novas leis que combatam a precariedade, descongelem os ordenados e subam os salários médios.

 

ü  Aumento do salário mínimo em 10%

ü  35 horas semanais de trabalho também no privado

ü Eliminação dos cortes da troika no valor das horas extra e das indemnizações por despedimento

ü  Revogação do aumento do período experimental

ü  Subsídio de alimentação para todos os trabalhadores do privado

ü  Combate ao abuso do outsourcing e aos falsos recibos verdes

 

Bloco de Esquerda - Almodôvar

    / 18 de janeiro 2022 /



sábado, 15 de janeiro de 2022

LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [01]

 


As eleições legislativas estão aí e escassos meses após as eleições autárquicas, os portugueses são novamente chamados às urnas para escolher uma nova Assembleia da República, um novo Governo.

A irredutibilidade de António Costa na negociação da proposta de Orçamento de Estado, deu ao Bloco de Esquerda, que votou contra, razões fortes. A falta de médicos, os abusos sobre os trabalhadores, o aumento da pobreza, são as questões mais prementes e cujas respostas urgentes o governo quis voltar a adiar.

A política de anúncios e recuos não responde às urgências dos nossos dias. Portugal tem pressa.

“ Não é por vontade do Bloco que vamos a eleições. Vamos a eleições porque António Costa assim o quis, porque o PS ambiciona mais poder e porque dispensam negociar com a esquerda as medidas de justiça e defesa dos bens e serviços públicos. “ [citação editada]

Foi desta forma que José Esteves apresentou a candidatura do BE que lidera, no círculo eleitoral do distrito de Beja, no passado dia 9 em Ferreira do Alentejo.

O Clima, a Saúde, o Trabalho, as Acessibilidades são os temas fortes do programa para esta candidatura e assenta num projeto mais amplo e transformador que responda às pessoas.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, também presente na sessão de apresentação, discorreu sobre o histórico de luta das gentes do baixo Alentejo e destacou algumas das mais recentes, onde o BE e ela própria estiveram presentes ou têm parte ativa: a luta ambiental das Fortes, o crime agrícola de Odemira, as explorações superintensivas das monoculturas, a exploração humana dos imigrantes, a política hídrica da região, entre outros. Fez igualmente uma resenha do panorama político nacional e apelou ao fortalecimento da bancada bloquista na Assembleia da República.


Bloco de Esquerda - Almodôvar


   / 10 de janeiro de 2022 /