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sábado, 15 de janeiro de 2022

LEGISLATIVAS '22 - Razões Fortes, Compromissos Claros [01]

 


As eleições legislativas estão aí e escassos meses após as eleições autárquicas, os portugueses são novamente chamados às urnas para escolher uma nova Assembleia da República, um novo Governo.

A irredutibilidade de António Costa na negociação da proposta de Orçamento de Estado, deu ao Bloco de Esquerda, que votou contra, razões fortes. A falta de médicos, os abusos sobre os trabalhadores, o aumento da pobreza, são as questões mais prementes e cujas respostas urgentes o governo quis voltar a adiar.

A política de anúncios e recuos não responde às urgências dos nossos dias. Portugal tem pressa.

“ Não é por vontade do Bloco que vamos a eleições. Vamos a eleições porque António Costa assim o quis, porque o PS ambiciona mais poder e porque dispensam negociar com a esquerda as medidas de justiça e defesa dos bens e serviços públicos. “ [citação editada]

Foi desta forma que José Esteves apresentou a candidatura do BE que lidera, no círculo eleitoral do distrito de Beja, no passado dia 9 em Ferreira do Alentejo.

O Clima, a Saúde, o Trabalho, as Acessibilidades são os temas fortes do programa para esta candidatura e assenta num projeto mais amplo e transformador que responda às pessoas.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, também presente na sessão de apresentação, discorreu sobre o histórico de luta das gentes do baixo Alentejo e destacou algumas das mais recentes, onde o BE e ela própria estiveram presentes ou têm parte ativa: a luta ambiental das Fortes, o crime agrícola de Odemira, as explorações superintensivas das monoculturas, a exploração humana dos imigrantes, a política hídrica da região, entre outros. Fez igualmente uma resenha do panorama político nacional e apelou ao fortalecimento da bancada bloquista na Assembleia da República.


Bloco de Esquerda - Almodôvar


   / 10 de janeiro de 2022 /


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Cristina Ferreira - Crónicas IV (09OUT2020)

 




PRESIDENCIAIS 2021: CANDIDATURA DE MARISA MATIAS

 

3 de outubro, 2020 - Marisa Matias apresentou a sua declaração de candidatura: “Liberdade e segurança, é a minha luta. Aqui estou para isso.”

“Esta é uma candidatura das pessoas que à esquerda não baixam os braços e constroem soluções para o país. Uma candidatura de quem, como Maria de Lurdes Pintassilgo, acredita na força do diálogo. De quem acredita que podemos ter uma política diferente. Mesmo diferente.

Foi essa esperança que me propus representar nessas eleições de 2016. Fui ouvir as pessoas e fazer a campanha como gosto, junto delas, encontrando vontades e abraçando essa imensa energia de quem trabalha e não vive para truques, vantagens e podridão. Os votos que me deram foram de confiança nessa energia, de afirmação de uma esquerda que sabe o que quer.

Sabemos que hoje vivemos tempos diferentes, num contexto novo e ameaçador. Perante uma nova crise, a maior das nossas vidas, temos a responsabilidade de usar o que aprendemos nas crises anteriores, para proteger Portugal, a nossa casa comum, e para enfrentarmos os perigos que assombram todo o mundo, desde a destruição climática até à espiral de violência racista e discriminatória.

A pandemia acelerou a crise económica e social. Mas também é certo que não a inventou. Não foi a Covid que empurrou dezenas de milhares de jovens para cima de bicicletas e motas para serviços de entrega porta a porta, sem contrato e sem direitos. Não foi a Covid que criou os lares clandestinos, onde são maltratados tantos idosos. Não foi a Covid que inventou a soberba dos patrões que fecham a porta, despedem as trabalhadoras e abrem nova empresa ao lado. Não foi a Covid que inventou a violência sobre as mulheres ou as crianças. Não foi a Covid que inventou a corrupção ou juízes ao serviço de traficantes do futebol. Tudo isso já existia antes da doença e é outra ameaça sobre o nosso país.

Vivemos uma crise sanitária e ela mostra-nos onde está a força do nosso país: na solidariedade e no cuidado, no profissionalismo e na humanidade. A força do país não está na riqueza, não está nas fortunas, não está no facilitismo, que só fizeram nascer corrupção e desigualdade. A força é o que é comum, a começar pelo Serviço Nacional de Saúde. A democracia é o que é de toda a gente, é a liberdade que cuida de toda a gente. Essa força é o meu programa: a democracia é o é que de todos, para todos e por todos.

E, por cima da crise sanitária, temos a crise social. Os seus efeitos recaem de forma desigual sobre a população, os mais pobres e os esquecidos são sempre as primeiras vítimas, o desemprego é uma praga, a vulnerabilidade cresceu. Em poucas palavras, Portugal está aflito.

É dessa aflição que vos quero falar. Ela tem razões imediatas e que serão superadas, mesmo que demore muitos meses, mas há outra doença que nos ataca e que nunca nos quer largar: é o nosso atraso, é o que nos falta nos centros de saúde e hospitais, é o abandono escolar, são as atividades poluentes, é o desemprego, é a falta de investimento que constrói qualidade de vida, é a fraude e a mentira.

Por isso vos digo que uma economia mais justa tem de assentar em transparência e respeito. Transparência no combate à impunidade dos financeiros, à corrupção das portas giratórias do poder, à fuga fiscal de quem mais tem. A resposta aos nossos problemas estruturais impõe medidas corajosas de controlo público, de reforço de incompatibilidades, de investigação e repressão do crime económico, financeiro e fiscal, de escolhas estratégicas pelo ambiente e pelo emprego.

Os que nada querem fazer e que estão satisfeitos com os seus privilégios vão ter-me pela frente. E, como sei que me perguntam o que quer a minha campanha, digo já com todas as palavras: se há os que querem Portugal parado, eu quero o meu país vibrante de jovens, de cultura, de respeito pelo trabalho, de solidariedade.

Eu não sou candidata para fazer vénias ao sistema ou a poderes que são os responsáveis pelo atraso de Portugal. Não aceito discriminações, não tolero a intolerância, não me calo perante o ressentimento e a ignomínia. A mentira e a grosseria, ou o aproveitamento da vulnerabilidade dos que sofrem, estão a tornar-se sistema.

A todos eu digo que contem comigo: repito, a democracia é o que é de todos, para todos e por todos. As pessoas que têm orgulho de todas as cores da democracia são muitas, somos a maioria e não nos vergamos. Com a minha campanha, quero dar a voz a essa enorme maioria.

E quero dirigir-me a essa imensa maioria que, com o seu trabalho e a sua luta, todos os dias constrói este país.

Encontrarão (…) a força determinada de quem, convosco, vai à luta pelas soluções que protegem Portugal: a segurança do emprego e do salário, a garantia de uma democracia que queremos forte e de um país que queremos livre.

Cuidar o futuro é não temer as escolhas decisivas de hoje.

É por isto que aqui estou, neste momento difícil em que devemos afirmar a democracia, sem jogos de sombras.

Eu sou o que digo e o que faço e por isso me comprometo convosco.

Quero, por fim, agradecer a todos e a todas (…) porque sabemos que a política é um lugar de decência, é um lugar de exigência, é coragem, é luta, é cuidado, é resistência. “

Eu, Cristina Ferreira, apoio a candidatura de Marisa Matias à Presidência da República!

 

Fonte: https://www.esquerda.net/videos/marisa-matias-apresentou-declaracao-de-candidatura/70515

 

Caixa Alta, Rádio Castrense

Cristina Ferreira, 9/10/2020


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

UMA VERDADEIRA ALTERNATIVA PARA O CONCELHO [ALMODÔVAR]


Debate Radiofónico entre candidatos camarários promovido por Rádio Castrense / Rádio Pax em 22/Setembro/2017


As eleições na sua essência são um ato de escolha das candidaturas que por um determinado período de tempo  mais se adequam às expectativas do cidadão eleitor.
O espaço de debate, normalmente proporcionado pelos agentes da comunicação social, é uma forma de dar a conhecer, depois de estabelecidas e acordadas as regras de debate,   cada um dos programas partidários defendidos por cada um dos candidatos, normalmente à Câmara Municipal, no caso: BE - Cristina Ferreira, PS - António Bota, PSD - António Sebastião, CDU - Sérgio Delgado.  
Qualquer que seja o factor prevalecente na escolha que o eleitor fará , o espaço de debate é matéria que deve ser escutada com o mais apurado sentido crítico, constituindo-se assim como uma importante ferramenta de decisão.
O Bloco de Esquerda de Almodôvar, teve a oportunidade fazer o registo sonoro do debate e disponibiliza-o aqui neste espaço.
Como breve nota, o registo disponibilizado é a versão não tratada do registo efetuado in situ e denota os problemas de som da emissão, ditos problemas técnicos.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Assembleia de Freguesia de Almodôvar e Graça dos Padrões


Discurso de Filipe Santos na Apresentação de Candidatura à

Assembleia das Freguesias de Almodôvar e de Graça dos Padrões



Almodôvar,  08 de Julho de 2017 – Inauguração da Sede de Campanha do Bloco de Esquerda



"Das diversas razões que me levou a assumir a candidatura do Bloco de Esquerda à Assembleia da União de Freguesias de Senhora da Graça de Padrões com Almodôvar, a principal foi a convicção firme de que o nosso trabalho e empenho poderão contribuir para a melhoria das condições de vida dos habitantes das nossas freguesias.

No contexto da economia nacional e regional, com evidentes repercussões nas freguesias de Almodôvar e Senhora da Graça de Padrões, não somos alheios às dificuldades que aqui prevalecem.

Reconhecemos que as nossas freguesias, mais que um território administrativo, são comunidades, e nestas as pessoas que as constituem, possuem o potencial suficiente para nos ajudar a desenvolver um projeto de futuro e que vai muito para além de cimento, tijolos, alcatrão e obras – que tantas vezes são recursos gastos em obras que muitas vezes desafiam a boa-fé do comum cidadão.

As freguesias de Almodôvar e Senhora da Graça de Padrões necessitam de uma estratégia sustentável de desenvolvimento, em prol dos seus fregueses e que proporcione condições e seja consequente para a fixação da população num contexto futuro palpável, tangível e credível que permitam a criação de emprego.

O PS protagonizou no ciclo político que encerrará em breve, pouco mais que a gestão do dia-a-dia das freguesias. Amparada na crença de que o desenvolvimento local provém do livre funcionamento do mercado, assente na realização de festas e romarias, articulado com o seguidismo acrítico e de total cumplicidade com interesses dúbios de outros órgãos autárquicos.

Com notório prejuízo para os cidadãos destas freguesias agora em união, mostraram que para estes o que mais contou foi preservar os cargos de poder, a auto-promoção, a manutenção do status-quo.

Identificar os problemas que travam o desenvolvimento local e propor uma estratégia e soluções para o combater foi o nosso mote para construir um projeto que considere ser erigido pelas pessoas e para as pessoas que aqui habitam.

Os cidadãos de Almodôvar e da Senhora da Graça de Padrões, são fregueses de coragem e por isso apelamos à vossa coragem para que se juntem ao nosso projeto de mudança. Apelamos, sobretudo a que tenham a coragem de exigir aos autarcas que venham a ser eleitos, as freguesias que realmente merecem.

Com o vosso voto, a Força do Bloco Faz a Diferença, e certamente, com a vossa ajuda, mostraremos que Uma Verdadeira Alternativa é fazer de Almodôvar e Senhora da Graça de Padrões, freguesias Com Futuro! Para todos!

Este é o momento em que podemos mudar, e esta candidatura será Uma Verdadeira Alternativa para se conseguir essa mudança

Contamos contigo!

O Candidato:
Filipe M Santos

Almodôvar – sede de campanha, 08 de Julho de 2017

Câmara Municipal - Discurso de Candidatura


Discurso de Cristina Ferreira na Apresentação de Candidatura à

Câmara Municipal de Almodôvar


Almodôvar,  08 de Julho de 2017 – Inauguração da Sede de Campanha do Bloco de Esquerda

"Boa tarde a todas e a todos!

De novo o Bloco de Esquerda apresenta uma candidatura aos diversos órgãos autárquicos, neste caso à Câmara Municipal apresentando, assim, uma verdadeira Alternativa ao conjunto de políticas que têm governado, ou melhor, desgovernado o concelho.

Uma verdadeira alternativa porquê?

Porque é necessário pensar o concelho como um todo, com as suas gentes, com as suas potencialidades, delineando, assim, uma estratégia de futuro, um rumo. Pensar e atuar de acordo com o imediato, resolve problemas pontuais e urgentes mas não cria sustentabilidade para um futuro, não resolve os problemas estruturais, sejam eles económicos, ambientais ou sociais.

Essa política do imediato só criou um grande fosso: o concelho perde a pouca indústria/ empresas que tem, os serviços vão gradualmente fechando, as escolas vão perdendo alunos e fechando, as pessoas saem à procura de outros lugares com oportunidade de emprego, no concelho ficam aqueles que já não têm coragem de sair - temos um concelho envelhecido e sem estruturas económicas que potenciem o desenvolvimento.

A verdadeira alternativa passa por olhar o concelho a partir de dentro, a partir dos recursos que possui, e eles são tantos!!!, para criar uma estrutura económica que permita o sustento das suas gentes.

O concelho tem 2/3 de serra - uma riqueza imensa - ao nível ambiental, paisagístico,  da biodiversidade e claro, humana e económica - mel, medronho e cortiça - são alguns dos produtos que fazem parte deste universo; o turismo, nas suas diversas vertentes permite criar sustentabilidade e também, muito importante, fixar gente nas zonas rurais.

Estruturar o futuro do concelho, baseado no potencial humano e nos recursos existentes, é o eixo condutor desta candidatura à Câmara Municipal: um concelho com pessoas e para as pessoas.

A política do imediato, do olhar para o umbigo, das festas, junto com a sede de poder, só evidencia a hipocrisia e o total desinteresse/desprezo pelo que as pessoas precisam: condições para viverem, trabalharem e aqui construírem o seu futuro.

O Bloco de Esquerda não compactua com valorização pessoal encapotada de política, com dizer uma coisa e fazer outra, com egotismo e despotismo e é por isso que esta candidatura se afirma como "Uma Verdadeira Alternativa".

Obrigada a todos e todas pela vossa presença! 




Almodôvar - sede de campanha, 8 de Julho de 2017

sábado, 22 de julho de 2017

Assembleia Municipal - Discurso de Candidatura

Discurso de António José Guerreiro na Apresentação de Candidatura à

Assembleia Municipal de Almodôvar


Almodôvar,  08 de Julho de 2017 – Inauguração da Sede de Campanha do Bloco de Esquerda





" Boa tarde a todas e a todos.


É pela 3ª vez que encabeço uma lista do Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Almodôvar.

Nas duas vezes anteriores não consegui ser eleito.

Já fui no entanto Deputado Municipal em substituição do camarada José Gonçalo mais conhecido pelo Zuca eleito em 2009.

Nas eleições de 2013 não conseguimos eleger o que penso não ter sido nada positivo para a democracia da Assembleia Municipal. Assembleia essa em que falam: o presidente e os líderes de bancada, todos os outros entram mudos e saem calados. Nunca foi nem nunca será essa a nossa postura como ficou aliás demonstrado quando lá tivemos assento.

A assembleia Municipal de Almodôvar é uma assembleia que não tem interesse em dar a palavra aos munícipes, diria mesmo que não tem interesse na presença dos munícipes.

O Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal vai insistir naquilo que propôs em diversas ocasiões e que consiste não só em dar a palavra aos munícipes no período antes da ordem do dia como no final, vai ainda insistir na sua proposta de descentralização da Assembleia, levando-a às sedes de freguesia e a  outros locais do nosso concelho. Vamos continuar a propor o Orçamento Participativo. Vamos propor a realização de referendos locais para assuntos importantes para o concelho, como seja o das chamadas uniões de freguesia que mais não foram do que imposições de freguesia. Neste caso vamos ainda trabalhar no sento de sejam repostas as freguesias de Gomes Aires e da Graça. Estou aqui também a lembrar-me do feriado municipal em que quando estava o PS à ferente da autarquia se comemorava a 17 de Abril, dia da atribuição por D. Dinis do primeiro foral a Almodôvar, depois vinha o PSD e passava para 24 de Junho, dia de S. João, conclusão… o povo já não sabia quando comemorar o seu feriado.

Estas são, entre outras, algumas das ideias que preconizamos há muito tempo e que defendemos em ocasiões anteriores, embora não necessariamente na Assembleia Municipal mas que nunca foram postas em prática. Sejam por terem sido rejeitadas pelas maiorias, seja por passarem completamente ao lado de políticos que, na sua procura constante de protagonismo e bem-estar pessoal, mais se preocupam em dar corpo a preconceitos e forma a fobias sociais diversas à custa de recursos que deveriam estar ao serviço do bem estar colectivo em detrimento de ideias e propostas que vão de encontro à resolução dos problemas do povo que representam.

E para finalizar quero só dizer que o bloco de Esquerda se preocupará em ouvir as necessidades da populações e das organizações do concelho, nomeadamente as associações, as empresas, incluindo as preocupações dos trabalhadores destas e não somente as administrações como é é habitual nos atuais e anteriores responsáveis políticos deste concelho.

Certamente que mais poderia ser dito mas entendo que mais importantes do que as palavras são as ações e para isso pode a Assembleia Municipal de Almodôvar contar connosco se o povo assim o entender a 1 de Outubro.

O povo, sim o povo, porque o povo é quem mais ordena.

Viva o Bloco de Esquerda

Viva Almodôvar